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Moisés está no hospital e seu irmão, Marco, na delegacia.

Policiais da Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos (DFR) garantem ter elucidado os assassinatos de dois policiais militares, ocorridos na semana passada, no Uberaba. Sidnei Fonseca Bonczkowski, 24 anos, foi morto na quinta-feira e José Simão da Costa, 55, no dia seguinte. O delegado Eduardo Cabral afirma que membros de um mesmo grupo praticaram os dois assassinatos.

De acordo com o delegado, no sábado seguinte aos crimes, policiais receberam informações anônimas de que os autores faziam um churrasco, em uma casa no Uberaba. Policiais militares chegaram ao local e foram recebidos a tiros. Houve confronto e Moisés Gomes da Silva, conhecido por ?Léo?, um indivíduo indentificado como Marcelo e Reginaldo Martins dos Santos foram baleados. Todos estão hospitalizados. ?Reginaldo e Marcelo estavam armados, mas a princípio não teriam participado dos crimes. Moisés e outro indivíduo, identificado como Edvaldo, que está foragido, teriam matado os dois policiais?, disse o delegado.

Ontem, investigadores da DFRV prenderam o irmão de Moisés, Marco Aurélio Gomes da Silva. Ele confessou que participou da morte de José Simão e disse que Moisés e Edvaldo mataram Sidnei. Marco levou os policiais até a casa de um parente de Edvaldo, onde foi encontrado o celular de Sidnei, o que comprova, segundo o delegado, a participação deles no crime.

A arma roubada do policial não foi encontrada. ?Acreditamos que tanto Moisés quanto Edvaldo e Marco participaram dos dois crimes. Marco contou que a intenção era apenas roubar o carro de Sidnei e que, quando descobriram que a vítima era policial, resolveram matá-la?, comentou o delegado.

Crimes

Sidnei foi morto na Rua Henrique Mehl, depois de ser retirado do carro em que conversava com a namorada.

O soldado levou um tiro na nuca e outro nas costas. O outro crime aconteceu no dia seguinte, na mercearia do policial reformado José Simeão, na Avenida Central da invasão Icaraí. Ele era ameaçado por inimigos de seu filho, Claudionei José da Costa, que está preso por porte ilegal de arma. Segundo o delegado, esses inimigos seriam Moisés e Edvaldo.