A Polícia Federal (PF) deflagrou ontem a Operação Harém para desarticular uma quadrilha que atuava no tráfico de mulheres brasileiras para o exterior. Foram expedidos 15 mandados de prisão e dez de busca e apreensão a serem cumpridos em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, além de Las Vegas, nos Estados Unidos, Paris, na França, e Santo Domingo/Punta Cana, na República Dominicana.

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Até a tarde de ontem, foram presas 12 pessoas, entre elas uma mulher, detida pela manhã em Curitiba, suspeita de atuar como agenciadora de mulheres e intermediar o contato de clientes com as garotas de programa.

Seis pessoas foram presas em São Paulo – entre elas um americano que foi detido quando se preparava para viajar-, três no Rio de Janeiro, e duas nos Estados Unidos. Ainda faltam dois mandados de prisão na República Dominicana e um na França para serem cumpridos.

Os presos responderão por crimes de favorecimento à prostituição, rufianismo, tráfico internacional de pessoas para fins de prostituição, além do delito de quadrilha ou bando.

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Pelo menos 200 mulheres por ano foram aliciadas pelo esquema e cada uma renderia US$ 40 mil por mês, conforme estimativa da PF. As investigações duraram seis meses e apontaram que as mulheres eram levadas para os Estados Unidos, França e República Dominicana.

Muitas delas seguiam para Las Vegas, após serem agenciadas por pessoas aqui no Brasil, e acabavam trabalhando em cassinos de grande porte. A polícia procura descobrir há quanto tempo o grupo agia e se o valor ficava com a quadrilha. Durante a investigação, foram bloqueadas dez contas bancárias e computadores foram apreendidos para investigação.

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Promessas

Boa parte das mulheres, aliciadas no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Rio, Minas e Bahia, sabia que iriam trabalhar com a prostituição. Outras, segundo a PF, eram atraídas com falsas promessas de emprego. Aquelas que retornaram ao Brasil estão sendo ouvidas pela PF, que não sabe informar se as brasileiras que continuam no estrangeiro serão extraditadas.

As investigações começaram a partir do Espírito Santo, onde foi desvendado o esquema de envio de brasileiras ao exterior, com a finalidade de serem exploradas sexualmente pelo mercado de prostituição de alto luxo.

Investigação

Durante o processo de investigação, a PF teve a colaboração da Agência de Imigração Americana (ICE), da Defense Security Service, Interpol, policiais da República Dominicana e dos Estados Unidos, que também realizaram prisões.