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Ditmar ou ?Roberto?.

Não bastasse o desgosto com a fuga da filha de 14 anos, que resolveu ir viver com o ex-pastor evangélico Ditmar Neumann, os pais de Kaline Siqueira Nascimento agora sofrem com o descaso da polícia. Desde quarta-feira, eles percorrem delegacias e, até o início da noite de ontem, não tinham conseguido registrar queixa. No meio dessa correria, os pais receberam uma mensagem do ex-pastor, via celular. Ele disse que aceita entregar a menina, desde que possa viver com ela.

Assim que encontraram a carta da filha, na quarta-feira à tarde, os pais de Kaline, Francisca Siqueira, 34 anos, e Arnaldo José do Nascimento, 37, buscaram ajuda. Primeiro, pararam uma viatura da Polícia Militar e foram orientados a procurar uma delegacia. O casal foi até o 8.º Distrito Policial (Portão) e, lá, foram informados que a queixa deveria ser registrada no Núcleo de Proteção a Crianças Desaparecidas (Nucria). Mais uma vez, foram orientados a procurar outro órgão: o Conselho Tutelar.

Ontem, Francisca foi até o Conselho Tutelar da Rua da Cidadania do Carmo, onde foi atendida e recebeu uma carta afirmando que cabe à Polícia Civil apurar os fatos. A mãe, então, foi à Delegacia de Vigilância de Capturas (DVC) e, até o início da noite de ontem, não tinha conseguido ajuda. ?O meu medo é que aconteça algo com Kaline, pois Ditmar está tão obcecado por ela que se ele se ver acuado é capaz de cometer uma loucura?, disse a mãe.

Mensagem

A última notícia que a família da menina recebeu foi uma mensagem via celular que o ex-pastor enviou. ?Ele disse que se a gente não envolver a polícia ele devolve nossa filha, mas com a condição de viver com ela aqui. Nós não vamos permitir isso?, contou a mãe.

A Polícia Militar recebeu uma denúncia anônima, via 190, de que o ex-pastor tem uma casa em Balneário Camboriú (SC), onde é conhecido pelo nome de Roberto. O Conselho Tutelar encaminhou a foto de Kaline e de Ditmar à polícia catarinense.