Começou ontem, em Curitiba, a quinta edição do Curso Nacional de Policiamento Comunitário, promovido pela Secretaria Nacional de Segurança Pública. Participam do curso 60 pessoas, entre policiais militares, civis, federais e rodoviários federais do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo e Pernambuco. O curso vai até o dia 25.

“O policiamento comunitário é uma grande parceria entre a polícia e a população”, explicou o coordenador geral do curso no Paraná, major Roberson Luiz Bondaruk. Hoje, Curitiba adota o policiamento comunitário de forma experimental em três bairros: Santa Felicidade, Portão e Jardim das Américas, com cerca de 80 mil pessoas atendidas.

Como funciona

Os policiais comunitários visitam todas as casas do bairro em que trabalham para se apresentar, explicar o que é o projeto e como funciona. Também deixam um telefone para contato e anotam as queixas e sugestões dos moradores. A partir disso, a equipe encarregada do bairro desenvolve ações específicas. “As mudanças são gradativas”, disse Bondaruk.

Ele explicou que a principal função de um policial comunitário não é prender bandidos, mas ajudar a comunidade a resolver seus problemas, principalmente os sociais e os de falta de urbanização. “Um problema social não resolvido acaba gerando uma ocorrência policial. Em um local onde há clima de desordem, de abandono, acontece o mesmo”.