“Eu não sobrevivi à toa”, é o recado de Rika Yamane, moradora de Curitiba, após ter passado por uma situação assustadora em Fortaleza, no Ceará. Há pouco mais de uma semana, Rika corria no calçadão da Praia do Futuro, quando foi espancada, roubada e quase estuprada por um homem. Até conseguir a ajuda de um rapaz, várias pessoas passaram por ela e o agressor e nada foi feito. O ladrão foi preso, mas Rika não pretende deixar a história cair no esquecimento.

A partir de um texto que fez em uma rede social sobre o ocorrido, Rika quer encabeçar uma campanha contra a violência. A publicação, que foi feita no início com o objetivo de avisar amigos e parentes, teve grande repercussão – 47 mil compartilhamentos – e virou uma oportunidade de discutir o tema. “É muita impunidade, as leis precisam ser revisadas”, comentou.

A veterinária acredita que as leis precisam proteger mais o cidadão e dar menos regalias aos bandidos. Ela também reclama da passividade de sociedade. “As pessoas viam ele me agredindo, passavam mais devagar com o carro, mas faziam nada”, desabafou. Já em Curitiba, Rika retomou ao trabalho, apesar das dores por causa de fraturas na face. “Um bandido desse não merece a minha fraqueza”, contou a veterinária. Ela também tem passado um bom tempo nas redes sociais respondendo várias mensagens de solidariedade e de pessoas que passaram por situações parecidas. “Tanta gente passando pelo mesmo e a gente não fica sabendo, não fica vendo”, completou.