Cento e sessenta e nove pessoas foram assassinadas em Curitiba de janeiro a maio deste ano. A estatística foi divulgada ontem pela Delegacia de Homicídios. O índice é considerado alto pela própria polícia, que somente no mês de maio registrou 44 homicídios.
“É preocupante, se compararmos com o ano passado, quando foram registrados 367 crimes. Nos primeiros cinco meses, já foram assassinadas mais da metade do que o ano anterior inteiro”, comentou o delegado Agenor Salgado, titular da Homicídios. Ainda de acordo com as estatísticas, vinte mortes ocorreram em confronto com a Polícia Militar. “É um número elevado, já que corresponde a mais de 10% dos crimes”, salientou.
Salgado disse que a droga ainda é a responsável por grande parte dos assassinatos. “Nas investigações de 50% dos casos descobrimos que, de alguma forma, a droga motivou a morte. Em alguns casos, são viciados que não conseguem pagar o traficante. Em outros, é a guerra do tráfico”, frisou. No segundo lugar, vem brigas de bar. “Com a chegada do inverno, os crimes motivados por bebedeira tende a diminuir.”
O delegado disse ainda que 80% das pessoas são assassinadas com arma de fogo. “O problema maior é que a maioria armas são ilegais. Algumas chegam pelo Paraguai e outras são furtadas. Mas também há casos que o autor adquire a arma legalmente, perante a delegacia responsável”, comentou. Salgado afirmou que, se houvesse um melhor controle de armas e uma operação desarmamento, o número de assassinatos na cidade seria reduzido. Da mesma forma, ele lembra que o combate ao tráfico é importante para a redução de homicídios


