O corpo da mulher de 65 anos, que desde o nascimento foi tratada como homem e sustentou a falsa identidade até a morte, continua recolhido no Instituto Médico-Legal. Ela suicidou-se no dia 13 de março e a família ainda aguarda a decisão judicial para liberar o corpo, uma vez que é necessária a regularização dos documentos.

De acordo com o superintendente Braga, da delegacia do Alto Maracanã, neste fim de semana os policiais devem ouvir a mãe de Carlos para saber como a filha viveu com a identidade sexual trocada. ?A mãe tem 80 anos e será ouvida em casa, pois tem muitos problemas de saúde e ainda se recupera da morte da filha. Ela disse que não sabia que Carlos era uma mulher, fatos que pretendemos esclarecer?, disse o policial que ainda tenta descobrir como a vítima conseguiu retirar a carteira de reservista.

Carlos suicidou-se com um tiro no peito, e apenas quando chegou no IML a polícia verificou que se tratava de uma mulher. Ela tinha feito cirurgia para a retirada das mamas e estava com um pênis de borracha preso ao órgão genital.