O delegado-chefe do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), Marcus Michelotto, anunciou ontem os primeiros nomes dos quatro organizadores das orgias com menores carentes que eram realizadas em Campo Largo. O Cope investiga quem são essas pessoas, mas o nomes denunciados pelas vítimas são Osni, Marcelo, Carlão e Jorginho. Ontem foram ouvidas oito pessoas, cinco menores entre 14 e 17 anos e três testemunhas. Após os depoimentos, as meninas foram encaminhadas exames de conjunção carnal no Instituto Médico Legal (IML).

Michelotto não sabe ao certo o número de meninas aliciadas, mas lembra que oito já foram ouvidas no Cope. No depoimento de ontem, todas confirmaram a realização das orgias, não só em uma, mas em duas chácaras de Campo Largo. “Elas confirmaram tudo. As festas, as orgias, o sexo explícito, a prática do lesbianismo, etc”, revelou o delegado.

Quanto à participação de vereadores do município no escândalo, o delegado-chefe não confirma, todavia não nega. “”Está muito controverso. Uma menina diz que tinha tal vereador, outra diz que não viu aquele, mas tinha outro. Não há nada muito concreto ainda”, explicou.

Michelotto lembrou que os depoimentos comprovaram que as menores eram aliciadas apenas por um prato de comida. “Não tinha preço. Como todas são muito pobres, eram levadas em troca de comida e acabavam entrando nas orgias”, disse, lembrando que os bacanais aconteciam desde julho. O delegado-chefe afirmou ter o prazo de 30 dias para concluir a investigação. “Mas a determinação do secretário Delazari (da Segurança) é de concretizar a investigação o quanto antes possível.”

Correção

Na matéria Pedofilia motiva protesto, publicada na edição de ontem, as declarações atribuídas à Natália Rando são de Claudete de Castro Martins, presidente da Associação de Defesa dos Direitos da Mulher de Campo Largo. Natália, que também estava no protesto contra os vereadores supostamente envolvidos em crime de pedofilia, é a vice-presidente municipal do PMDB.