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Painel do Crime

Rodízio não funciona

Coordenador do Gaeco diz que grupo vai acabar

Leonir Batisti criticou rodízio de policiais imposto pela Secretaria de Segurança

  • Por Miguel Pron, Agência Sinal

A determinação da Secretaria de Segurança Pública do Paraná (Sesp) em promover um rodízio de policiais civis e militares para atuarem no Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) provocou a reação do coordenador do Grupo, Leonir Batisti, que afirmou que o Gaeco, enquanto grupo, vai acabar.

“Até o dia 27 de dezembro está prevista a saída de 27 policiais militares dos 38 que atualmente atuam nos diversos Gaecos no Estado e não há reposição porque não concordamos com a saída destes policiais e criticamos também a forma como se deram as indicações para este suposto rodízio, que simplesmente foram impostas pela Sesp”.

Batisti afirmou ainda que para fazer parte de uma equipe de combate ao crime organizado é preciso que todos os seus membros estejam dispostos a atuar nela de livre e espontânea vontade e para o coordenador, isso não está ocorrendo atualmente. “Parte dos policiais impostos para atuarem no rodízio já se manifestaram que não gostariam de trabalhar lá”.

O coordenador do Gaeco disse ainda que, com esta determinação de rodízio, o Ministério Público do Paraná terá que reorganizar o grupo apenas com promotores e funcionários internos e que 638 processos abertos nos vários Gaecos serão prejudicados.

“O governador Beto Richa, quando assinou o decreto de criação do Gaeco na forma como estava instituído, deu um grande avanço ao combate do crime organizado e de colarinho branco, agora é um retrocesso. O MP não teria investido tanto em convencer o governador e o secretário de que somente a união das três instituições (MP, Polícia Civil e Polícia Militar) daria resultado no combate ao crime organizado se não acreditasse, e isto infelizmente vai se perder”, finalizou Batisti.

Pedido das polícias

A assessoria de imprensa da Sesp informou que o rodízio de policiais no Gaeco está ocorrendo desde setembro deste ano e que a decisão foi tomada a pedido das polícias civil e militar.

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