Presos amotinados e armados com pedaços de pau, muita gritaria, colchões queimando e fumaça tomando conta das galerias da Prisão Provisória de Curitiba (PPC), no Ahu. Esse foi o tenso cenário encontrado por policiais da Companhia de Choque da Polícia Militar ao invadir o presídio para conter uma rebelião, na manhã de ontem. A ação policial era uma simulação que serviu para o treinamento da tropa. A prisão mais antiga de Curitiba está desativada desde julho, após a transferência de aproximadamente 900 presos para outros centros de detenção.
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| Tudo foi feito como se fosse real. ?presos? se revoltaram e tomaram uma galeria. A PM invadiu, usou bombas de efeito moral e conseguiu restabelecer a ordem no presídio. |
De acordo com o tenente Da Costa, comandante da operação, com a desativação do presídio surgiu a oportunidade para realizar treinamentos desse nível. ?Tentamos aproximar o máximo de uma situação real para elevar a adrenalina e ver como os homens respondem?, explicou o PM. Treinamentos específicos, como os realizados ontem pela Companhia de Choque, são necessários para manter os policiais preparados para enfrentar motins e rebeliões que, porventura, venham a ocorrer em presídios do estado.
Invasão
A equipe da Tribuna acompanhou o treinamento. Toda a ação durou aproximadamente 1h30. Participaram 100 policiais e 80 ?figurantes? que fizeram o papel de presos. Figurantes ocuparam toda a quinta galeria do presídio. Assim que os primeiros policiais pisaram no pátio, o ?inferno? começou.
Os presos começaram a jogar contra os PMs tudo o que tinham ao alcance.
Foi uma ?chuva de paus e frutas de todos os tipos e tamanhos?.
O pátio também estava tomado pela fumaça causada pela queima de colchões.
Os policiais enfrentaram correria e resistência dos ?amotinados?, mas com o uso de bombas de efeito moral e munição de impacto controlado conseguiram restabelecer a ordem e levar os presos para dentro de suas celas.
?A invasão acontece somente depois que as negociações fracassam. Então é necessária a entrada da tropa para a contenção de presos e para que possamos ter o controle total do presídio?, explicou o tenente. Assim que os presos foram devolvidos para dentro de suas celas, os PMs mantiveram a ocupação do prédio para organizar a revista do local e dos presos.
* De acordo com Da Costa, o objetivo do treinamento foi alcançado.



