Foto: Portos Casela/O Estado

O bar onde aconteceu o crime funciona na Av. Winston Churchill.

Marginais com total desprezo pela vida estão aterrorizando comerciantes em Curitiba. Na madrugada de ontem, a capital paranaense registrou o seu quarto caso de latrocínio (roubo seguido de morte) em apenas duas semanas. Desta vez, a vítima foi o comerciante Norberto Souza, 51 anos. Ele foi baleado em seu bar, na Avenida Winston Churchill, bairro Capão Raso.

De acordo com informações da polícia, o proprietário do bar estava encerrando as atividades de trabalho e, no momento em que fechava as portas do estabelecimento, foi rendido por um homem armado. Ao receber voz de assalto, Norberto teria reagido. O ladrão atirou contra o comerciante e levou aproximadamente R$ 300, quantia referente ao faturamento do dia de trabalho. Em seguida, fugiu a pé em direção ao terminal de ônibus do Pinheirinho. O caso foi atendido por policiais militares do 13.º Batalhão e por investigadores da Delegacia de Homicídios (DH) e também da Furtos e Roubos (DFR). Por se tratar de latrocínio, o caso será investigado pela DFR.

Casos

Em 13 de setembro, o comerciante Paulo Jonck, 55 anos, morreu em frente ao seu comércio, na Rua José Gomes de Melo, Uberaba, ao entrar em luta corporal com assaltantes para impedir um assalto. A vítima abriu a sua mercearia por volta das 7h, como fazia todos os dias e, logo em seguida, foi rendido por dois homens. Pelas evidências, os marginais se apoderaram de pequena quantia em dinheiro e, quando pretendiam fugir, foram surpreendidos pela reação do comerciante. Um revólver calibre 32, provavelmente pertencente a um dos bandidos, foi encontrado ao lado do corpo de Paulo. No entanto, a vítima morreu em decorrência de um disparo de calibre 38, arma que estaria em poder do outro assaltante, que fugiu de bicicleta.

Por volta das 21h do dia 23 de setembro, o soldado da reserva da Polícia Militar, Odevardes Rosa, 51 anos, também foi morto por ladrões. Ele teria reagido ao assalto na Farmácia Rio Bonito, na esquina das ruas Marcos Bertoldi e Iracema Gonçalves Carvalho, no Tatuquara. Quatro homens num Celta branco e outro numa moto Honda Twister chegaram à farmácia e deram voz de assalto. Ao deparar com a situação, o PM sacou sua arma para impedir a ação criminosa, mas foi alvejado por dois tiros na cabeça, morrendo no local. Todos os marginais fugiram no Celta e abandonaram a motocicleta. Horas depois, em diligências, policiais militares prenderam um suspeito de participação no crime.

Sítio Cercado

Dois dias depois, outro latrocínio aconteceu na Rua Izaac Ferreira da Cruz, no Sítio Cercado. Para defender o lucro obtido durante o fim semana, Alcimar José Chagas, 53 anos, acompanhado de um conhecido, brigou contra dois assaltantes dentro de sua distribuidora de doces. Ele havia acabado de abrir a loja, por volta das 6h45 de segunda-feira, quando dois adolescentes entraram e deram voz de assalto. Para não entregar a pochete que carregava consigo, contendo R$ 7 mil em dinheiro e mais cheques, o comerciante reagiu. Terminou recebendo um tiro fatal no peito. Os bandidos correram em direção ao Xapinhal, levando a pochete.