Cláudia Eufrásio de Oliveira, 18 anos, correu pelas ruas da Vila Reno, Uberaba, para tentar salvar sua vida, às 20h30 de quinta-feira. Conseguiu abrigo em uma panificadora, na Rua Odenir Dissenha, e apenas disse que “queriam atirar em sua cabeça”, sem revelar o nome dos atiradores. Ela foi socorrida pelo Siate e levada ao Hospital Cajuru, em estado grave.

Moradores próximos ouviram cinco tiros e contaram que a jovem estava de bicicleta quando foi atacada. “Ela largou a bicicleta e correu para a casa de uma mulher. Foi perseguida. Depois veio para cá, chorando e dizendo que havia sido baleada”, relatou uma moradora, que não quis se identificar. Cláudia foi atingida no braço e na barriga.

Terror

A jovem é amasiada com Joaquim Narciso dos Santos, 47, baleado há cerca de dois meses, dentro do bar de propriedade do casal, localizado ao lado da panificadora para onde Cláudia correu. O homem continua internado no Hospital Cajuru e ela cuidava das quatro crianças, duas filhas dela e duas de Joaquim com outra mulher.

Durante a recuperação do amásio, um homem, identificado apenas como “Índio”, trabalhava no bar. Ele foi baleado na madrugada de quinta-feira, aproximadamente às 3h15. “Disseram que foi por causa de um bujão de gás”, contou uma vizinha do estabelecimento.

Suspeito

Comentou-se que o responsável pelos tiros é conhecido por “Chuvisco”. Uma das possibilidades para ele ter atentado contra a vida das três pessoas teria sido a denúncia dos crimes que o acusado têm cometido.

Esse mesmo homem foi apontado como o “terror” da vila. Anda armado com dois revólveres, calibre 38, e costuma assaltar mercados e caminhões de entrega de mercadorias, além de tentar mostrar algum poder atirando a esmo durante o dia.

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