Foto: Átila Alberti/Tribuna
Leandro e Francisco,
presos em flagrante.

Setenta e nove pedras de crack foram apreendidas na madrugada de ontem, no Centro Histórico de Curitiba, por policiais da Delegacia Antitóxicos. Leandro Carvalho Nascimento, 19 anos, e Francisco de Assis da Silva, 36, foram autuados em flagrante por tráfico.

O delegado Osmar Dechiche, chefe da Divisão de Narcóticos (Dinarc), informou que há dois meses está trabalhando para retirar os traficantes da região do Largo da Ordem. "Para isto estamos direcionando ações para os bares, hotéis de alta rotatividade e em abordagens de desocupados para diminuir o comércio de entorpecentes", avisou o delegado.

Por esta razão, na madrugada de ontem, os investigadores Carvalho e Sérgio foram até o Centro Histórico verificar a movimentação. Por volta da 1h, encontraram Leandro e duas mulheres, na trincheira que liga o Largo da Ordem à Praça Tiradentes, em atitude suspeita. Os policiais os abordaram e encontraram 68 pedras de crack. Uma das mulheres era amásia de Leandro e a outra irmã do acusado. "Elas foram ouvidas e liberadas porque ele assumiu que a droga lhe pertencia", explicou o superintendente Nelson Bastos.

Leandro disse que estava agindo no local há dois meses. "Eu saí da cadeia há quatro. Fiquei preso oito meses por porte ilegal de arma. Também tenho passagem por uso." Apesar de ter apenas 19 anos, Leandro contou que quando era menor ficou recolhido três anos no Educandário São Francisco, por tráfico de drogas. "Eu assumi que a droga era minha porque sou homem. Não vou deixar minha mulher e minha irmã presas. Já estou acostumado. Posso até passar dez anos na cadeia", disse, sem demonstrar arrependimento.

Porteiro

Uma hora após a prisão de Leandro, os investigadores foram até um hotel de alta rotatividade, na Rua São Francisco, e flagraram o porteiro Francisco de Assis da Silva, 36, vendendo três pedras de crack para uma usuária. Ele tinha outras nove e foi autuado em flagrante. Francisco alegou ter sido a primeira vez que se envolveu com o tráfico. "Só de passar um dia aqui preso, já estou arrependido", comentou.

Jogo duro também no Uberaba

Foragida do xadrez desde a noite do último dia 18, Marli Gomes, 36 anos, foi recapturada por policiais da Delegacia Antitóxicos (Datox), na madrugada de ontem, na Rua Adelar Vieira de Araújo, Uberaba. Marli está presa por tráfico internacional e associação com o tráfico de drogas.

O superintendente Nelson Bastos informou que os policiais estavam investigando o tráfico no Uberaba e encontraram Marli. "Eles já a conheciam. No momento da prisão ela não portava nenhum entorpecente", contou Bastos.

O delegado Osmar Dechiche, chefe da Divisão de Narcóticos (Dinarc), determinou que os policiais desenvolvessem investigações na região do Uberaba para prender e identificar os traficantes, já que no local é forte a incidência de tráfico, que está resultando em mortes. "Estamos trabalhando em várias regiões da cidade. Uma delas é o Uberaba", avisou Dechiche.

Fuga

Marli escapou junto com outras 24 presas, no início da noite daquele sábado, quando dois homens e uma mulher invadiram o 9.º Distrito Policial (Santa Quitéria) armados com uma mini-metralhadora e duas pistolas. Eles abriram as celas e 25 detentas fugiram. A isca dos marginais foi a ex-detenta Jaqueline Ferreira Correia, 24, que cumpriu pena por tráfico de drogas naquele xadrez e fez com que o plantonista abrisse a porta sem resistência e sem ameaça. Até hoje a mulher não foi encontrada.

No mesmo dia foram recapturadas Nilcéia Lourenço, Débora de Lima de Jesus Brasil Nascimento e Rosângela Ferreira. Todas presas por tráfico. Esta semana, outra evadida, Juliana Regina dos Santos, 23, também foi recapturada. Ela era integrante da quadrilha desmantelada pelo Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), que retirou de circulação 18 traficantes.