Alberto Melnechuky
Adriano foi perseguido desde a saída do boteco.

Nem faca, nem revólver. Foi com golpes de tijolo que o catador de papel Roberto Adriano Bueno, 31 anos, foi assassinado na madrugada de ontem. Ele saiu de um bar na Rua Gastão Poplade, no Parolin, e foi perseguido por alguns metros, onde foi agredido até a morte.

Segundo a esposa da vítima, Mafalda Correia, 35, com quem Roberto tinha um filho de 6 anos, o marido sempre costumava ir ao bar, onde ficava até amanhecer. Preocupada, Mafalda ia até lá e o convencia a voltar para casa. Entretanto, a atitude dela sempre gerava briga entre o casal. ?Para evitar mais uma confusão, essa madrugada fiquei em casa. Quando eram 4h30, me chamaram para avisar que ele estava morto?, contou.

As marcas da violência empregada pelos matadores podia ser vista no sangue que impregnou os vários cacos de tijolos que ficaram em torno da cabeça da vítima. As ?armas? do crime vieram de uma pilha, estocada junto à parede de um morador.

Zombaria

Segundo relatos de moradores da região, Roberto não tinha inimigos, mas costumava zombar das pessoas, por brincadeira, o que pode ter despertado a ira de outros freqüentadores do bar. ?Esses caras matam sem motivo. Basta eles não irem com a cara da pessoa?, disse uma das moradoras do bairro, que não quis se identificar. O caso será investigado pela Delegacia de Homicídios.