Caso amoroso termina em morte em Piraquara

Escolher o local errado para namorar escondido custou a vida de Pedro Jacir Domingues, 42 anos, o “Carijó”. Ele estacionou o Lada, placa AET-6979, em um terreno rodeado por árvores, no bairro São Cristóvão, em Piraquara, próximo ao Colégio Estadual Mário Brandão Teixeira Braga. O local atrai assaltantes e ele foi morto com dois tiros por não entregar sua carteira, às 21h15 de quarta-feira. Policiais da delegacia do município estão investigando o caso, que ao que tudo indica se trata de um roubo, mas a hipótese de crime passional também foi cogitada.

Pedro estava acompanhado por uma mulher de 34 anos, casada. Os dois pretendiam ficar a sós, protegidos pela escuridão. O casal, no entanto, foi surpreendido por dois indivíduos que quebraram os vidros dianteiros do veículo e deram voz de assalto, pedindo a carteira do homem. Conforme relatado pela mulher aos soldados Marcos Aurélio e Silvério, do 17.º Batalhão, ele pulou para o banco da frente para pegar a carteira mas, ao invés de entregá-la aos bandidos, tentou dar partida no carro.

Tiros

A vítima não teve tempo de fazer o Lada funcionar. Um tiro no braço esquerdo seguido de outro na cabeça – segundo levantamento preliminar da perita Vilma, da Polícia Científica -, deixaram Pedro morto no banco do motorista. Ele estava apenas de cueca. Os assaltantes, descritos como adolescentes vestidos com roupas escuras, fugiram sem levar os 25 reais que a vítima tinha na carteira. A mulher conseguiu acionar a polícia, deixando sua bolsa escolar no banco do passageiro. Ela não foi ferida no assalto e foi levada à delegacia para ser ouvida. “Aqui é muito usado para encontros amorosos, não adianta nossas advertências para o perigo do lugar”, comentou o soldado Marcos Aurélio.

Investigação

Pedro trabalhava como tratorista em uma pedreira, era separado, e morava com o mais velho de seus quatro filhos, de 15 anos, na Vila Rosa, também em Piraquara. A mulher, casada, com três filhos, não teve seu nome divulgado pela polícia.

Ela passou a tarde de ontem prestando esclarecimentos aos policiais. O superintendente Mesquita preferiu não divulgar o teor do depoimento dado pela acompanhante da vítima. O policial afirmou que nenhuma hipótese pode ser descartada e que existe a possibilidade do envolvimento do marido dela no crime. “Isso será devidamente averiguado. É uma situação complicada e tudo está sendo investigado”, complementou.

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