Um casal que pagava compras com dinheiro falso em Tijucas do Sul foi preso em flagrante por policiais militares ontem.Foram apreendidos R$ 3.700 falsos e R$ 500 em notas verdadeiras. De acordo com o capitão Cleverson Machado, do 17.º Batalhão da Polícia Militar, o casal mora no Cajuru.

Eles pagavam com notas de R$ 100, que os comerciantes só percebiam depois de um tempo. Pelo que foi apurado pela PM, aproximadamente cinco comerciantes foram vítimas. Com o casal, os policiais encontraram 37 cédulas de R$ 100, que não passavam de cópias de dinheiro. Eles também estavam com certa quantia em dinheiro verdadeiro, para tentar enganar a polícia caso fossem abordados.

Os golpistas e as notas, falsas e verdadeiras, foram encaminhados à Superintendência da Polícia Federal, no Santa Cândida. Comerciantes que acreditam ter sido vítimas do casal devem entrar em contato com a PM pelo número 190 ou com a PF pelo 3251-7500.

Penas

A pena prevista para esse crime é de três a 12 anos de prisão. Quem tentar colocar uma cédula falsa em circulação depois de tomar conhecimento de sua falsidade, pode ser condenado de seis meses a dois anos de detenção.

O Banco Central orienta que, a pessoa que recebe nota falsa do banco, no caixa eletrônico ou caixa interno, deve trocá-la imediatamente, com o caixa ou gerente. Se não, deve procurar uma delegacia mais próxima e registrar a ocorrência. Se a nota for recebida no comércio, pode recusá-la e recomendar que o comerciante procure uma agência bancária, para análise do BC.

Honestidade

Pesquisa feita em 2013 pelo Banco Central revelou que comerciantes (93%) verificam com mais frequência se a nota é verdadeira e 53% disseram ter recebido notas falsas, contra apenas 28% da população em geral. A mais comum é a de R$ 50, seguida pela de R$ 100. Quanto menor o valor, menor é o interesse em verificar a autenticidade.

Entre a população, 50% que receberam dinheiro falso devolveram a nota a quem lhe passou, 18% jogaram fora ou rasgou e 17% entregaram ao banco. Já entre os comerciantes, 40% recusam a nota falsa, 24% recomendam que o cliente a entregue ao banco, 22% devolvem à pessoa ou empresa que passou, 9% recusam alegando outro motivo e 8% recomendam que o cliente entregue à polícia. Dos entrevistados, 95% das pessoas e 98% dos comerciantes sabem se tratar de crime. Mesmo assim, 4% das pessoas e 3% dos comerciantes admitem que tentaram passá-las para frente. (Giselle Ulbrich)