Investigadores da Delegacia de Furtos e Roubos (DFR) evitaram, na tarde desta quinta-feira (22), que um cliente do Banco Itaú, na Avenida Marechal Floriano Peixoto, no Hauer, fosse mais uma vítima do crime conhecido como “saidinha de banco”. Por meio de sinais visuais, Márcia Maria Kvasnicki, 35, avisou o marido João Batista Serafim dos Santos, 45, que um homem havia acabado de sacar R$ 20 mil. Os policiais não esperaram João agir e o prenderam na saída da agência. A mulher conseguiu fugir, mas foi presa quando chegava em casa, no Santa Cândida.
O delegado Rodrigo Brown de Oliveira, titular da DFR, explicou que a prisão foi possível a partir da colaboração do banco, que informou sobre a presença constante do casal suspeito em frente à agência. Os policiais passaram, então, a monitorar o casal desde quarta-feira.
Hoje, eles reapareceram. Segundo o delegado, Márcia costumava ficar na fila do caixa coletando informações sobre vítimas em potencial para o marido que também ficava dentro do banco. “Os dois usavam sinais visuais para se comunicar em vista da proibição do uso de celular dentro das agências. E preferiam os bancos sem biombos e sem câmeras”, contou o delegado.
Na tarde de ontem, Márcia percebeu que o cliente ia descontar um cheque de R$ 20 mil e fez sinal para o marido. Ele saiu da agência e ficou à espera do cliente.
A polícia tentou abordá-lo, mas João fugiu no Peugeot placas MGE-7234 de Joinville, que foi cercado quadras depois. Dentro do veículo, foram apreendidos um revólver calibre 38, municiado e com a numeração raspada, e duas chaves falsas (mixa) usadas para furtar carros.
Márcia conseguiu fugir, mas foi presa logo depois pelos policiais que ficaram de campana em frente à casa dela, no Santa Cândida, onde foi apreendida a placa de um carro AHZ-8315 que teria sido usada na prática de outro crime.
Os dois têm passagem pela polícia. “João já tinha vários mandados de prisão por roubo e uso de moeda falsa. Ele foi reconhecido por duas vítimas, uma roubada há uma semana e a outra há 15 dias. Acredito que, com a divulgação de sua imagem na mídia, seja identificado como autor de outros crimes”, afirma o delegado.
A DFR fica na Avenida Presidente Affonso Camargo, 2.239, Jardim Botânico. O telefone é (41) 3218-6100.


