Um casal de universitários foi executado na madrugada de ontem no acostamento da BR-116, sentido São Paulo, em Quatro Barras. O estudante de Direito Bernardo Dayrell Pedroso, 24 anos, e Renata Waechter Ferreira, 21, que cursava Arquitetura e Urbanismo, na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC PR), foram encontrados mortos no quilômetro 6 da rodovia, por volta de 5h, ao lado do carro da estudante. Os dois, segundo a polícia, usavam alianças de compromisso.

A hipótese de latrocínio (roubo com morte) ainda não está descartada. A polícia acredita que o casal tenha se envolvido em briga de trânsito, já que as laterais do Uno placa IAU-8950 estavam amassadas e com tinta fresca de um veículo vermelho do lado esquerdo.

Festa

Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que atendeu à ocorrência, o casal teria saído de uma festa, com participantes de várias cidades brasileiras e marcada pela internet, numa chácara em Campina Grande do Sul, para comprar cerveja e dar carona para uma amiga. Na volta, ocorreu a execução. A PRF apurou que, por volta de 4h20, o funcionário de uma funerária escutou três tiros e o barulho de um carro deixando o local em alta velocidade.

Os policiais Gilmar Silva e Silva Júnior encontraram o Uno ainda com o motor ligado. No interior do carro, não havia vestígios de sangue. O corpo de Renata, conforme os policiais, estava caído de bruços, perto da porta do motorista.

Bernardo foi executado atrás do carro. Sobre o capô havia uma latinha de cerveja. Segundo a polícia, a jovem foi assassinada com dois tiros e o rapaz com um disparo. A arma usada no crime foi uma pistola 9 milímetros.

Átila Aberti
Vestígios de tinta vermelha na lataria do Uno são uma das pistas.

Investigação sem rumo

O policial Silva Júnior contou que dentro do carro havia uma embalagem com 15 latinhas de cerveja e 12 celulares. Os amigos das vítimas disseram à polícia que deixaram os telefones sob a responsabilidade do casal, porque não era permitido entrar com celular na festa.

Como os celulares, documentos e os R$ 73,00 que o casal carregava não foram levados, a polícia descartou a possibilidade de latrocínio. O caso é investigado pela delegacia de Quatro Barras. “Estamos ouvindo as pessoas que estavam na festa. Ainda não temos uma linha de investigação”, disse o delegado Rogério Haissi.

Renata morava na Rua José de Oliveira Franco, Bairro Alto. O namorado era natural de Corinto, Minas Gerais. No site da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção MG, consta que ele trabalhava como estagiário do órgão desde maio de 2008. O pai de Renata compareceu à delegacia para prestar depoimento e disse que a jovem era filha única. Os pais de Bernardo devem chegar hoje de Minas Gerais.