O assalto a um taxista em Fazenda Rio Grande, na madrugada de ontem, levou novamente para a prisão Alanciser do Prado, 20 anos, e o comparsa dele, José Luiz Komandoski, 34. Com a dupla foram recuperadas as duas armas utilizadas na ação: um revólver calibre 38 e uma espingarda calibre 32.

Segundo informações da polícia, o taxista foi rendido pelos marginais no bairro Iguaçu, em Fazenda Rio Grande e obrigado a sentar no banco de trás. Os indivíduos transitaram com o carro por diversos bairros, em Curitiba, e largaram o taxista no Alto Boqueirão. O carro foi abandonado nas proximidades, em um posto de combustível. O motorista ligou para a Polícia Militar, que conseguiu prender José Luiz perto do local onde havia abandonado o veículo, por volta das 3h30. Alanciser foi preso posteriormente, na casa de José Luiz, em Fazenda Rio Grande.

De acordo com José, foi Alanciser que deu a voz de assalto ao taxista e forneceu o revólver para ele dar cobertura ao roubo. Outro indivíduo de prenome Moisés também está sendo investigado pela polícia. Ele é quem teria dado fuga para Alanciser, segundo as investigações.

Antecedentes

Os dois são conhecidos da polícia. José Luiz respondeu por crime de homicídio em 2000 e foi absolvido. Já Alanciser possui um histórico de crimes. Fora o assalto cometido na madrugada de ontem, tem duas passagens por roubo e responde pela autoria de dois latrocínios (roubos seguidos de mortes) ocorridos em Fazenda Rio Grande. O primeiro aconteceu em um bar, em 14 de fevereiro de 2002, e resultou na morte de Benedito Francisco, 49 anos. O outro latrocínio teve como vítima fatal o pastor José Almeida Filho que foi assassinado dia 27 de fevereiro, duas semanas depois do primeira morte. Ambos os casos foram noticiados pela Tribuna.

O grande feito no mundo do crime cometido por Alanciser ocorreu há menos de dois meses. Ele conseguiu fugir do Centro de Triagem II, em Piraquara, pela porta da frente do presídio, passando por guardas e sem disparar um único tiro ou ameaçar funcionário. Segundo ele mesmo contou, o companheiro de cela dele recebeu alvará de soltura e deveria sair no dia seguinte. Espertamente, Alanciser esperou o outro preso dormir, retirou dele o documento de soltura e o alterou, colocando seu nome no alvará. Com o documento em mãos, ele saiu sem ser perturbado por nenhuma autoridade policial. Conforme o superintendente da delegacia de Fazenda Rio Grande, Valdir Bicudo, o acusado teria espancado seu companheiro de cela para obter o alvará. Alanciser disse que passou aproximadamente um mês e meio recolhido no Centro de Triagem II.