A Delegacia de Furtos e Roubos investiga uma série de arrombamentos praticados contra estabelecimentos comerciais e de saúde, que se intensificaram a partir de 22 de fevereiro. De acordo com o delegado Rubens Recalcatti, titular da especializada, há seis registros oficiais na DFR, mas ele tem conhecimento e estima em aproximadamente 20 locais “visitados” pelos marginais. O modo de agir da quadrilha é a mesma. Os indivíduos invadem os escritórios utilizando chaves falsas (“mixas”) e vasculham todo o lugar a procura de objetos de valor. Depois de arrecadar o que tem interesse, eles têm o cuidado e a preocupação de fechar as portas deixando o estabelecimento como se ninguém o tivesse invadido.

Aproveitando o domingo de Carnaval (22 de fevereiro), os marginais invadiram mais de uma dezena de lojas de um shopping localizado na Rua Augusto Stresser, Hugo Lange. Foram invadidas lojas de informática, seguro, turismo, dentre outras. Nesses locais os marginais arrecadaram computadores, impressoras, demais equipamentos eletrônicos e dinheiro (real, dólar e euro). “Numa das lojas, como deboche, eles deixaram certa quantia em dinheiro espalhada pelo chão”, contou o delegado.

Batel

A última ação do grupo ocorreu no dia 12 de março e concentrou-se na região compreendida entre o centro e o bairro Batel. Escritórios foram invadidos nas ruas Comendador Araújo, Carlos de Carvalho e Visconde de Nacar e arrecadados aparelhos celulares, notebooks e, em um consultório de dentistas, equipamentos específicos de odontologia.

O delegado Recalcatti ressaltou que já possui informações sobre um dos possíveis integrantes do grupo, mas prefere não revelá-las à imprensa para não atrapalhar as investigações. “Só posso dizer isso. Os locais invadidos foram vistoriados pela perícia e policiais da DFR também compareceram para buscar novas pistas. Estamos investigando”, conclui.