?Laudos do Instituto de Criminalística vêm demonstrando que, a maioria das máquinas caça-níqueis apreendidas pela polícia estão programadas para fazer o apostador perder. Em algumas delas, as chances de ganho não passam de 20% e, mesmo assim, o apostador, quando ganha, não recupera tudo o que jogou?. A afirmação é do delegado Celso Neves, do 3.º Distrito Policial (DP), nas Mercês. O delegado ainda mostra que, como as máquinas são rentáveis, muitos comerciantes desafiam a lei e voltam a colocá-las em seus estabelecimentos, mesmo sendo flagrados pela polícia.
Com base em denúncias, investigadores do 3.º DP recolheram, nos últimos 12 dias, 13 máquinas caça-níqueis nos bairros Mercês e Bigorrilho. Três pessoas assinaram termos circunstanciados por exploração de jogos de azar. A maior apreensão ocorreu no último dia 11, no interior de um estabelecimento na Rua Alcides Munhoz da Rocha, nas Mercês. A segunda leva, de duas máquinas, foi apreendida no dia seguinte, na mesma rua, porém algumas quadras adiante, no bar P-47. A última ação ocorreu no bar Capela, situado na Rua Gastão Câmara, Bigorrilho, onde três caça-níqueis foram recolhidas. Os 13 equipamentos já estão no Instituto de Criminalística, para que a perícia verifique irregularidades na programação das máquinas.


