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Alfredo, mais uma vítima de ladrões,
tinha salão no portão.

O silêncio e a ausência de Alfredo Sebastião Ionk, 32 anos, nos últimos dois dias, fez a família suspeitar do pior. Às 22h de segunda-feira, parentes entraram na casa dele, na Rua Carmen Maito Stinglin, Portão, e encontraram o cabeleireiro morto no quatro, nu sobre a cama. Quem o matou deixou a residência levando o carro e vários aparelhos eletroeletrônicos da vítima.

Na mesma casa, Alfredo mantinha um salão unissex, que não funcionou na segunda-feira. Ele foi encontrado morto nos fundos, com ferimentos no peito – a origem das lesões ainda será determinada pelo Instituto Médico-Legal. A Polícia Científica estima que o crime ocorreu entre sexta-feira e sábado.

Da casa do cabeleireiro desapareceram seu Corsa vermelho, ano 1999, placa AHY-6310, de Curitiba, o computador, uma televisão, um aparelho de som, um DVD e outros objetos.

Sexo

Para o titular da Delegacia de Furtos e Roubos, Rubens Recalcatti, o mais provável é que Alfredo tenha sido morto por alguém que recolheu espontaneamente em casa, e com quem teria mantido relações sexuais. O homem era divorciado e não tinha filhos. "Temos que ouvir a família e tentar descobrir com quem esteve por último", falou o delegado.

O carro da vítima foi localizado por volta das 13h de ontem na Rua Engenheiros Rebouças. Ele estava trancado e dentro estava a carteira da vítima contendo documentos e dinheiro. O carro foi periciado no local e levado para o pátio da Delegacia de Furtos e Roubos. O laudo da Polícia Científica deve indicar possíveis pistas que levem à autoria do crime.