Briga entre cunhados, por causa de dívida R$ 100, terminou com um deles baleado com três tiros na manhã de ontem, na Vila Osternack, Sítio Cercado. Leonir José Regolin, 47 anos, estava em frente a uma oficina mecânica, quando foi surpreendido pelo cunhado José Lisboa Topázio, 45, que atirou em Leonir.

Mesmo ferido, ele e o filho partiram para cima de José e o detiveram. Durante luta corporal, José foi ferido, detido e socorrido pela Polícia Militar. Baleado na barriga, braço e ombro, Leonir foi encaminhado ao hospital.

Em frente à Unidade de Saúde do Sítio Cercado, onde o irmão era medicado, Marli Topázio Regolin, 39, mulher de Leonir, contou que a inimizade entre os dois começou há um ano e meio, quando seu marido, que trabalha numa calharia, deu algumas telhas para o cunhado.

O combinado era que José pagasse R$ 100 do frete. Como ele não entregou o dinheiro, Leonir começou a cobrar a dívida meses depois. “Meu pai passava por dificuldade financeira”, explicou o filho de Leonir, Robson José Regolin, 23. José se negou a pagar, dando início à rixa. Ele comprou um revólver calibre 32 de um sobrinho e passou a ameaçar Leonir.

Espera

Os cunhados moram na mesma rua e, ontem, por volta de 8h, José esperou Leonir sair para o trabalho. Armado e com a mulher ao lado, foi acertar as contas com o desafeto.

Leonir estava em frente a uma oficina mecânica, na Rua Reinaldo de Carvalho Bola, quando foi surpreendido. A vítima tentou se proteger atrás do mecânico, mas levou três tiros. A mulher de José ainda teria tentado dar marteladas na vítima.

Robson correu para acudir o pai. “Ele ia atirar na cabeça dele se eu não chegasse a tempo.” Na manhã de terça-feira, de acordo com o rapaz, o tio já havia tentado contra a vida de Leonir. Os dois brigaram e Leonir levou duas pedradas. A família registrou queixa no 10.º Distrito Policial (Sítio Cercado).

Reação

Ontem, mesmo baleado, Leonir e o filho dominaram José com auxílio de outros moradores. Houve luta corporal e, segundo a polícia, José sofreu cortes na cabeça e machucou as costelas.

Leonir foi levado pelo Siate ao Hospital do Trabalhador e José, encaminhado à unidade de saúde por policiais do 13.º Batalhão da Polícia Militar. “Foi uma briga familiar que quase acabou em tragédia”, comentou o aspirante Donizete.

História de confusão

José é metido a valentão desde criança e já era conhecido no bairro por provocar desordem e agredir as pessoas, como contou Marli. “Ele vivia provocando todo mundo. Tanto que os vizinhos foram socorrer meu marido. Ninguém foi atrás de José”, disse a mulher. Marli lembrou as diversas vezes em que seu irmão se meteu em confusão.

“Uma vez ele deu machadada na cabeça de uma mulher e ficou escondido em casa por dois anos. Ele também já bateu num velhinho, mas nunca foi preso, porque intimidava as pessoas que tinham medo em ir até a delegacia denunciá-lo”, contou Marli.