A inimizade entre um grupo da Vila Iná e outro do Jardim Aviação, em São José dos Pinhais, teria motivado um assassinato no final da noite de sexta-feira. A vítima foi Pablo Chaves, 15 anos, baleado na cabeça na esquina das Rua Cláudio Pereira da Cruz com Rua Adir Pedroso, Vila Iná. Um morador do bairro vizinho foi preso pela Polícia Militar, acusado do crime. Também na Vila Iná, no Sítio Cercado, um pedreiro foi morto a tiros por integrantes de uma gangue de uma vila rival.

Policiais do 17.º Batalhão foram informados no Jardim Aviação, que o autor do assassinato era um certo “Marquinhos”, morador do Jardim Aviação, que fugiu de moto. Num bar deste bairro, o acusado, de 21 anos, foi detido. “Cinco testemunhas o apontaram como autor deste homicídio e do disparo que atingiu o peito de um cidadão, na quinta-feira”, relatou o cabo Araújo, do 17.º BPM. Nem a moto nem a arma, supostamente usadas pelo suspeito, foram localizadas.

Negativa

O detido negou com veemência a acusação. “Ontem e hoje (quinta e sexta-feira), não saí do Aviação. O exame (de balística) vai comprovar que não atirei. Disseram que fui eu porque não gostam de mim”, garantiu Marcos, que passou a madrugada na delegacia de São José dos Pinhais. “Cabe à Polícia Civil apurar se este é realmente o autor ou se estão tentando empurrar o crime para ele”, disse o cabo, que, de qualquer forma, atribui o assassinato à guerra entre gangues. “A rixa entre o pessoal da Vila Iná e do Jardim Aviação é conhecida de todos”, falou.

O pai da vítima, Ivo, tem a mesma opinião. “Todo o dia ele (Pablo) era ameaçado. É esse negócio de vila, um dá um tiro aqui, outro dá um tiro lá. Avisamos para ele ficar em casa, mas não adiantou”, lamentou. (CS)

Outra confusão de bandos rivais no Sítio Cercado

De um táxi Santana, sairam os homens que mataram a tiros o pedreiro Rogério José Hoffmannn, 24 anos. Ferido por vários disparos, ele morreu às 5h de sábado na Travessa Sebastião Maia, Vila Cristo Rei, no Sítio Cercado.

O amigo Marcos acompanhava Rogério no momento do crime. “A gente ia fumar uma pedra (crack) no canto. De repente, os caras apareceram, já atirando”, contou a testemunha. “Só não morri porque grudei no portão de uma casa, e as balas passaram perto. Não era minha hora”, continuou.

Os disparos iniciaram na Rua Clevelândia, paralela à travessa onde a vítima caiu sem vida. Além dos homens que saíram do táxi, outros, que vieram a pé, teriam participado do crime.

A Delegacia de Homicídios apurou que a briga estaria relacionada a um confronto entre gangues. Um grupo oriundo do vizinho Bairro Novo, que já estaria há tempos intimidando rivais da Vila Cristo Rei, seria o responsável pelo crime. O nome de um suspeito já foi levantado pela polícia.