Mal desembarcou em Curitiba para visitar a filha, vinda do município de Caçador, Santa Catarina, Eli Ana Melek, 69 anos, sentiu falta de sua carteira, na tarde desse domingo (18). Enquanto aguardava a resposta da empresa de ônibus, para saber se o objeto tinha caído no veículo, a filha sugeriu que elas vissem se alguém tinha entregado no módulo da Polícia Militar da Rodoferroviária. Foi quando souberam da prisão de Sidnei Antônio Cruz da Luz, 46 anos, suspeito de agir como punguista, vulgo “batedor de carteira”. Com ele, estava a carteira de Eli e de outra mulher.

“Eu não vi nada. Abri a bolsa e percebi que tinha perdido. Primeiro achei que tinha esquecido na hora do lanche”, comentou Eli. “Não consigo admitir que ele tenha colocado a mão na minha bolsa e eu não tenha sentido”, lamentou.

Segundo o tenente Martins, do 20º Batalhão da PM, Sidnei Antonio Cruz da Luz, 46 anos, vinha sendo procurado há algum tempo, suspeito de “bater carteiras” na Rodoferroviária. Ele foi detido porque o genro de Ivone Aparecida Mendes, 48, teria visto quando o homem retirou a carteira da bolsa dela, enquanto ela pegava a bagagem no ônibus. “Eu não percebi, mas meu genro viu e correu atrás dele”, contou Ivone, que vinha de Florianópolis.

O tenente afirmou que várias denúncias sobre crimes semelhantes foram feitas à polícia e as vítimas repassavam as características físicas de Sidnei. “Ele se aproveitava do descuido das vítimas, principalmente mulheres”, disse Martins.

Sidnei já esteve preso há 15 anos, por furto. De acordo com ele, foi liberado após o pagamento de fiança. O suspeito alegou que costuma frequentar a Rodoferroviária, pois costuma viajar à trabalho. “Compro e revendo enxovais, então sempre passo por aqui, pois vou a Santa Catarina para buscar”, contou. Ele confessou ter pegado dinheiro da carteira de Eli, mas nega ter levado a da outra vítima. “A bolsa dela estava aberta e eu subtraí”, afirmou.

Sidnei foi encaminhado ao Centro Integrado de Atendimento ao Cidadão (Ciac-Sul).