Os assaltantes baleados por um policial civil e policiais militares, na sexta-feira à noite, foram identificados por seus familiares no Instituto Médico-Legal. Trata-se de Luiz F. Medeiro Filho, 19 anos, e Ricardo Luz, 17. A dupla estava com Rafael Antônio Ferreira do Nascimento, o "Rafaelzinho", 18, preso na noite do assalto, além de mais outros dois bandidos, ainda não identificados e foragidos. Rafael disse não conhecer os dois assaltantes que conseguiram escapar e explicou que aceitou participar do assalto para pagar uma dívida de drogas que tinha com um dos bandidos mortos.

A quadrilha tentou roubar o Corsa de um advogado, quando ele estacionava em frente à casa do investigador Luiz Eraldo, da Delegacia de Furtos e Roubos (DFR), onde teria uma rápida conversa profissional. Dois bandidos se aproximaram e deram voz de assalto e, ao perceber o que ocorria, o investigador trocou tiros com os marginais. O Corsa e a frente da casa de Luiz Eraldo ficaram cravejados de balas. Um dos bandidos foi baleado pelo investigador. Até mesmo um cão da raça Pintcher, que estava dentro do Corsa, acabou sendo atingido pelas balas e morreu.

Rafael, que dava cobertura à dupla de assaltantes na esquina, foi capturado por testemunhas, que viram o tiroteio. Já o outro bandido conseguiu fugir e foi pego a duas quadras dali, no terreno de uma casa, onde trocou mais tiros com policiais militares e foi baleado. Ambos os assaltantes feridos foram levados ao Hospital do Trabalhador, mas não sobreviveram.

O delegado Rubens Recalcatti, da DFR, diz que ainda não tem informações dos outros dois bandidos que participaram do assalto. As famílias dos marginais baleados devem ser ouvidas ainda esta semana, na tentativa de levantar-se mais informações sobre o crime. Os componentes da quadrilha, segundo o delegado, eram dos bairros Fazendinha e Boqueirão, e também de São José dos Pinhais, município de onde Rafael disse pertencer os dois bandidos – também traficantes – mortos.