A expectativa de uma nova vida na capital do Estado, acabou em sofrimento para uma família que, há 15 dias, veio do litoral para morar em Curitiba. Na noite de segunda-feira, bandidos invadiram a residência do casal, na Rua Ana Maria Clara, Vila Osternack, e, por mais de seis horas, o manteve sob a mira de um revólver. Praticamente todos os objetos da nova casa foram roubados e levados dentro do caminhão da própria vítima, que trabalha como fretista. Audaciosos, durante o tempo que estiveram na casa, os marginais, ainda abriram os armários, comeram e beberam na frente do casal.

A queixa foi registrada na Delegacia de Furtos e Roubos por Deovanete Garcia Durigon, que não soube dizer se foram três ou quatro homens que cometeram o crime. De acordo com a vítima, a ação dos bandidos começou por volta das 22h, quanto ela e o marido estavam na sala da casa e os dois filhos, de 4 e 7 anos, dormindo no quarto. Os criminosos bateram na porta dizendo que queriam um serviço de frete. Ao abri-la, armados, os homens renderam o casal, amarram os pulsos e os pés deles com um fio de luz e os levaram para um quarto. Lá, toalhas foram postas sobre a cabeça das vítimas e a luz foi apagada. ?Eles disseram que se a gente levantasse a cabeça para olhar a cara deles, iríamos morrer. Um deles deu várias coronhadas na cabeça de meu marido para provar que a arma era de verdade?, contou a mulher.

Limpa

Os marginais pegaram a chave do caminhão, o manobraram e encheram a carroceria com os pertences das vítimas. Entre os objetos roubados estavam dois televisores, aparelho de som, fogão, videocassete, tapetes, sofá, mesas e cadeiras. ?Enquanto eles carregavam o caminhão, beberam cerveja e comeram bolacha na nossa frente?, contou Deovanete.

Por volta das 2h30, os bandidos deixaram a casa, levando o caminhão e apenas um deles continuou cuidando do casal. Às 4h30 um dos filhos acordou e ao ver o bandido armado começou a chorar, foi quando o homem soltou a mulher para que ela acalmasse o garoto. Em seguida ele foi embora. ?Ele ficou lá para dar tempo dos outros fugirem e a gente não chamar a polícia?, disse a mulher.

A partir do depoimento de Deovanete os investigadores da Delegacia de Furtos e Roubos passarão a realizar buscas na região e investigar o caso.