Foto: Átila Alberti/Tribuna

Jerry foi transportado no porta-malas até a Estrada do Curriola.

Dez horas depois de ser seqüestrado e colocado no porta-malas de um carro, o balconista Jerry Adriano Ferreira do Nascimento, 24 anos, foi encontrado morto, jogado em uma valeta na zona rural de Rio Branco do Sul.

O corpo foi achado na manhã de ontem, e cinco pessoas são acusadas de participar do crime. Entre eles, Luís Rodrigues Júnior, 21, preso na tarde de ontem e com passagem na polícia por homicídio e roubo. São ainda procurados Arnaldo Moreira da Silva, 29; Vanderlei Stihler, conhecido por ?Vandinho?, um indivíduo conhecido por Alessandro e outro ainda não foi identificado.

A confusão começou por volta da 1h30 de ontem, quando Jerry e os irmãos, identificados como Daniel e Denis, passeavam com um Corcel. Eles passaram em frente a um bar, em Cerro Azul, e, segundo o escrivão da delegacia local, Gilmar Colpani, lá o trio foi abordado por Vanderlei. Ele chamou os outros quatro indivíduos que estavam no bar e o grupo iniciou a pancadaria.

Jerry, Denis e Daniel foram retirados do carro e agredidos com socos e chutes. O quinteto apedrejou o veículo, furou os pneus e ainda tentou atear fogo no Corcel. Em meio à confusão, Denis e Daniel conseguiram correr, mas Jerry ficou caído no asfalto, inconsciente. O quinteto o colocou no porta-malas do Fiat Uno placa AGO -2592, e fugiu do local em alta velocidade. Os irmãos chamaram a polícia, e durante toda a madrugada viaturas da Polícia Militar e amigos de Jerry tentaram encontrá-lo.

Assassinato

Por volta das 11h30 de ontem, o balconista foi achado próximo à estrada do Curriola, a 20 quilômetros do centro de Rio Branco do Sul. Jerry estava caído de bruços dentro de uma valeta, com um tiro na cabeça. O perito criminal recolheu duas cápsulas de revólver calibre 32 e a carteira da vítima, que estava sem os documentos nem dinheiro. O balconista tinha recebido seu salário no domingo.

A 30 metros do corpo estava o Fiat Uno usado pelo bando, que, segundo a polícia, foi abandonado no local porque estava sem combustível.

No veículo foi encontrado um boné e uma chave falsa (mixa). Durante a madrugada os criminosos bateram no portão de algumas casas pedindo gasolina e, sem conseguir o combustível, fugiram a pé.

Horas depois, policiais de Rio Branco do Sul prenderam Luís. Até o final da tarde de ontem os investigadores tentavam localizar os outros criminosos. O Fiat Uno foi emprestado por Arnaldo de um amigo, entretanto a polícia não descarta a possibilidade de o proprietário do carro estar envolvido no crime.

As investigações serão feitas pela delegacia de Cerro Azul, município onde iniciou a confusão.