Não circulam viaturas policiais pelo
bairro, segundo denúncia dos moradores.

Assaltos e furtos estão se tornando cada vez mais comuns para os comerciantes do Jardim Eucaliptos, em Colombo, Região Metropolitana de Curitiba. Eles reclamam que os bandidos tomaram conta do bairro e a polícia desapareceu. “Na loja nunca entraram, mas na minha casa já houve assalto. Eles aterrorizaram a minha família e levaram até o sapato de um senhor de idade??, lembra Denise Alves da Silva, 47 anos, proprietária da Locadora Tecno Vídeo. “Quase mataram minha filha??, reclama a dona da Panificadora Estrela, Geni da Silva, cujo estabelecimento foi assaltado três vezes e arrombado uma.

As histórias de Denise e de Geni são semelhantes às de outros comerciantes do bairro, que até ironizam a situação: “O que eu mais vendo aqui é fechadura??, disse Karine Parizzi, dona de uma loja de materiais de construção. Outro lembra que as vítima trabalham para “sustentar” ladrões.

Terror

Tomagiro Gonzaga Dias, marido de Geni, lembra que, no ano passado, a panificadora foi invadida por marginais. “Eles usavam até uma escopeta calibre 12. A polícia chegou rápido e trocou tiros com os ladrões. Um morreu??, lembrou o comerciante, apontando as marcas do projétil no balcão e no muro da panificadora. O casal foi “premiado” na semana passada novamente. Desta vez, arrombadores invadiram o estabelecimento durante a noite e ?limparam? o local. Eles levaram cigarros, refrigerantes, pacotes de café, sorvetes e não esqueceram nem os pirulitos. “Acordamos com o barulho e eles foram embora. Derrubaram pirulitos pelo caminho, chocolates e bolachas. Também deixaram no chão um aparelho de som e outro de antena parabólica. Desta vez só deram prejuízo, mas já passamos muito medo. O pior é quando eles invadem armados??, relatou Geni.

O dono da Farmácia Farmaclin, Edilso Batista de Campos, viveu o drama de estar nas mãos dos marginais por três vezes. “Precisamos trabalhar. É um risco que corremos todos os dias??, lamenta o comerciante.

A funcionária da Locadora J.P. Vídeo, situada ao lado da farmácia, Elisiane de Paula, 18, também já teve uma arma apontada para a cabeça. “Eu estava sozinha. Entrou um homem armado com revólver e levou o vídeo. Até que consegui ficar calma na hora, como o bandido mandou, mas o medo é muito grande??, disse a garota, que teme passar pela experiência novamente. “A sensação de ter uma arma apontada para a cabeça é muito ruim??.

Segurança

A proprietária da Locadora Tecno Vídeo, Denise Alves da Silva, acredita que os bandidos nunca assaltaram o seu estabelecimento porque instalou alarme e câmaras de vídeo. “Acho que ajuda. Já entraram alguns rapazes mal encarados, mas quando olham para a câmara vão embora. Se não arrumarmos uma forma de nos protegermos, estamos perdidos??, salientou a comerciante.

O dono da farmácia, Edilso Batista Campos afirmou que o grande problema do bairro é a falta de segurança. “Não tem policiamento. A polícia passa esporadicamente. Precisamos de mais policiais militares nas ruas para inibir os marginais??, acredita Edilso.

Já Geni, dona da panificadora, elogia o trabalho da Polícia Militar no bairro. Ela reclama da falta de condições para que os policiais efetuem as prisões. “A PM é maravilhosa. É que só tem duas viaturas para atender a população. Colombo é grande, precisa de mais policiamento??, opinou.

Delegado promete solução

O delegado Wallace de Oliveira Brito, que assumiu a Delegacia do Alto Maracanã, há pouco mais de uma semana, informou que pretende coibir os roubos. “Estamos montando as equipes de plantão e de investigação ainda. Mas sem dúvida precisamos de mais policiamento ostensivo??, argumentou o policial.

Wallace planeja desenvolver operações para inibir o crime e prender marginais. “Os assaltos contra o comércio em geral são o principal problema dessa região, mas os postos de combustíveis são mais visados. Além disso, o tráfico de drogas é grande na área??, informou o policial.

Ele pretende contar com a ajuda da população para denunciar onde estão e quem são os marginais da região. “Vamos trabalhar, mas com a ajuda da população, os marginais podem ir para o xadrez mais rápido??, acredita o delegado.