O número de denúncias de violência contra a mulher aumentou 10,7% de 2012 para o ano passado no Paraná. Segundo a polícia, o aumento se deu com a criação da Coordenadoria das Delegacias da Mulher do Paraná (Codem). As ocorrências registradas incluem casos de assédio sexual, calúnia, constrangimento ilegal, difamação, estupro ou atentado violento ao pudor, homicídios, injúria, lesão corporal e sequestro.

No ano passado, foram registrados no Paraná 12.453 boletins de ocorrência envolvendo situações de violência contra a mulher. Em 2012, foram 11.240 ocorrências. Os dados mostram que mulheres com idade entre 18 e 24 anos e 35 e 45 anos são as que mais procuram a polícia.

“Hoje temos consciência de que a violência intrafamiliar tem uma característica muito específica e que o vínculo familiar dificulta muito que ela denuncie”, disse a delegada titular da Codem, Paula Brisola. Em muitos casos, a intenção da mulher não é criminalizar a conduta do agressor, mas sim tomar alguma atitude para que a violência não aconteça mais.

Paula explica que além do boletim de ocorrência, a mulher deve fazer a representação para que o Estado atue na situação denunciada. Em situações de violência, a mulher pode ser encaminhada para um Centro de Referência, onde terá assistência psicológica e acompanhamento de assistente social. “A partir da identificação do problema e da busca de uma solução, é possível tratar a unidade familiar”, explica Paula.

Agilidade

Qualquer tipo de agressão deve ser denunciado o mais rápido possível, para evitar a perda de evidências que comprovem o crime. Se houve agressão física ou estupro é importante fazer o exame no Instituto Médico-Legal, que só pode ser realizado com guia expedida por autoridade policial. Na Delegacia da Mulher todas as informações prestadas são sigilosas. Em caso de dúvida, a vítima pode ligar para 3219-8600.