As ameaças feitas contra Leandro Ferreira da Silveira, 27 anos, foram cumpridas na tarde de sábado. Ele estava acompanhado de um amigo, identificado apenas como Lucas, quando foi perseguido e morto com vários tiros. O amigo foi levado ao Hospital Cajuru, também baleado.

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Os disparos deixaram moradores e comerciantes da Rua da Trindade em desespero, por volta das 16h. Leandro e Lucas correram de dois rapazes que estavam em duas bicicletas, atirando contra os desafetos. Um rastro de 70 metros de sangue no chão e nas paredes se estendeu até a Rua Professor Edmundo José Binder, cercado de cápsulas de pistolas calibre 380 e 9 milímetros.

Na esquina, Leandro tombou morto. Lucas conseguiu correr alguns metros a mais até uma árvore, onde foi socorrido por amigos e familiares e encaminhado ao Hospital Cajuru. Os atiradores fugiram sem serem identificados. Os tiros também atingiram um Pálio e um Mercedes Classe A que estavam estacionados na esquina. Várias cápsulas foram recolhidas por peritos do Instituto de Criminalística dentro e abaixo dos veículos, que também ficaram com respingos do sangue das vítimas.

“Eu estava aqui na frente esperando fechar a loja para ir embora quando ouvi os tiros. Achei que era bombinha, mas percebi que tinha alguma coisa errada quando vi os dois correndo. Corri lá para dentro e fechei tudo. Agora saí e vi o prejuízo no meu carro. Mais alguns minutos e nós todos estaríamos dentro desse carro”, conta o proprietário do Classe A, um comerciante que pediu para não ser identificado.

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Policiais militares recolheram pelo menos oito cápsulas dos dois calibres que ficaram caídas na extensão da Rua da Trindade, já que a rua é muito movimentada e não poderia ser totalmente isolada até a chegada dos peritos. O isolamento foi feito apenas na rua onde a perseguição terminou.

O pai de Leandro, Adismar Colaço da Silveira, contou que a família já estava com medo. “Ele recebeu ameaças. A gente pensava que a qualquer momento iriam invadir nossa casa para fazer isso. Já dei muito conselho pra ele, falei para largar mão desse tráfico, mas não adianta, acontece isso aí”, lamenta. O irmão de Leandro, Odair Ferreira da Silveira, também foi assassinado há alguns anos no Cajuru. “O outro era trabalhador, mas estava no lugar errado e na hora errada quando morreu”, revela o pai.

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