| Foto: O Diário do Norte do Paraná |
| O suspeito de ser o mandante do crime está preso em Londrina. |
Seis dos oito acusados pelo assassinato do auditor fiscal da Receita Federal José Antônio Sevilha de Souza, presos na última terça-feira por meio da Operação Davi, da Polícia Federal, foram transferidos no início da noite de anteontem para o Paraná. Eles estão detidos em delegacias da região de Maringá, onde devem responder ao processo pelo homicídio do servidor, em setembro de 2005. Os acusados foram presos em São Paulo.
O empresário Marcos Gotlieb, suspeito de ser o mandante do crime, foi levado para a delegacia da PF de Londrina. Para a sede da PF em Maringá foram transferidos três dos quatro homens acusados de participar da execução do fiscal, onde chegaram por volta das 19h de quarta-feira. Eles foram identificados apenas como Fernando R., Luiz Carlos S.F. e Joel R., parentes do investigador da Polícia Civil de São Paulo, Jorge Talarico, apontado como o quarto participante. O policial ainda está preso no Presídio Especial da Polícia Civil de São Paulo, onde aguarda transferência para o Paraná.
Também acusadas de participação no crime, Márcia R. e Regiane S. foram levadas para Astorga, cerca de 50 quilômetros de Maringá. O oitavo preso, o advogado Moacyr, também está em São Paulo e deve ser transferido para o Estado assim que a PF conseguir vagas nas cadeias da região. Na delegacia da PF em Maringá, onde há apenas seis vagas, estão presas 29 pessoas; a delegacia de Londrina, onde o suposto mandante do crime está detido, também encontra-se superlotada, mas a polícia local teria aceitado receber apenas um preso.
Separados
Os presos vieram de São Paulo para Maringá em seis viaturas separadas. Os indiciados responderão ao processo em Maringá, onde tramita a ação. Devem ficar presos por pelo menos mais 27 dias, quando termina o prazo da prisão preventiva a qual pode ser estendida a mando da Justiça por mais 30 dias. José Sevilha de Souza teria sido assassinado, segundo a polícia, por estar perto de desvendar um grande esquema de sonegação por parte da empresa de Marcos Gotlieb, a Gemini Ltda.