O vice-prefeito de Brasilândia do Sul – Noroeste do Paraná -, Antônio Barros de Souza, 64 anos, e a esposa dele, Alice Zanella Barros, 60, foram vítimas de latrocínio. Seqüestrados na noite de domingo passado, por dois casais, as vítimas foram mortas por estrangulamento e tiveram os corpos jogados no Rio Verde, em Assis Chateaubriand (município vizinho a Brasilândia do Sul). Na noite de ontem, mergulhadores do Corpo de Bombeiros de Toledo faziam buscas no rio, na tentativa de encontrar os cadáveres.

Dois dos autores do crime, identificados como Márcia – que era afilhada de batismo das vítimas – e o marido dela, chamado de “Carioca”, foram presos ontem à tarde, pelos delegados Marcos Fernando da Silva Fontes (da DP de Assis) e Carlos Daniel dos Reis (de Toledo). Os dois outros envolvidos – que seriam “Carlão” e a mulher dele, cujo nome ainda não foi apurado – conseguiram fugir. “Estamos nos empenhando nas buscas aos corpos e aos fugitivos”, afirmou o delegado Fontes, que ouviu a confissão do crime feita pelos dois presos.

Latrocínio

“Eles mataram o casal para roubar o carro – um Ford Fiesta -, R$ 100,00, uma filmadora e um telefone celular. Este foi o valor da vida do casal”, afirmou o policial. O roubo teria sido tramado por “Carioca”, aproveitando a intimidade que sua mulher tinha com o casal, por ser afilhada dele.

De acordo com o que foi apurado, os quatro – que residem em Assis Chateaubriand – seguiram para Brasilândia do Sul na tarde de domingo. Como as vítimas não estavam em casa, permaneceram na frente de um bar próximo, aguardando-as. À noite, quando chegaram, Antônio e Alice comemoraram a visita da afilhada e convidaram os quatro para entrar e tomar um refrigerante. Assim que chegaram na cozinha, “Carlão” e “Carioca” anunciaram o roubo, sacando das armas.

A partir daí a polícia ainda não tem informações precisas de como tudo aconteceu. Sabe-se que o casal foi seqüestrado e provavelmente em seguida levado para a beira do rio, onde ambos foram mortos por estrangulamento. Eles teriam usado a cinta do vice-prefeito para matá-los. No local foram encontrados vestígios de roupas, parte da fivela da cinta e até uma dentadura.

Venda

Depois disso, o grupo teria seguido para Guaíra, onde vendeu o carro do vice-prefeito para receptadores. O dinheiro foi repartido entre os quatro criminosos. Teriam então retornado de ônibus para Assis Chateubriand.

Os criminosos usaram o telefone celular das vítimas e fizeram ligações para um telefone público próximo das casas onde residiam. Rastreando tais ligações, os delegados chegaram até o “orelhão” e passaram a perguntar para os moradores próximos quem teria parentes em Brasilândia do Sul. Durante esses questionamentos, encontraram um homem que havia sido convidado por “Carioca” para fazer o assalto a casa do vice-prefeito. “Em seguida fomos até a casa do suspeito e o prendemos, juntamente com Márcia. Eles acabaram confessando tudo”, contou Fontes.

A partir de hoje, o casal preso deverá ser interrogado pelo delegado Pedro, de Alto Piquiri, que vai presidir o inquérito, já que sua delegacia é responsável por Brasilândia do Sul. As buscas aos demais envolvidos terão continuidade e contam com a participação de policiais das delegacias de toda a região, bem como do Grupo Tigre, de Curitiba.

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