O som de um tiro preocupou Joise Carlos Feliciano, 39 anos, que saiu de sua casa para morrer pelas mãos de um adolescente de 16 anos. Ele levou um balaço nas costas e caiu na Rua Luiz Gurgel do Amaral Valente, Bairro Novo B, Sítio Cercado, às 20h30 de segunda-feira. O assassino e seu comparsa, de 14 anos, foram levados pela Polícia Militar à Delegacia do Adolescente.

Na frente da residência de Joise, o seu filho de 17 anos e mais três amigos conversavam, quando os dois garotos passaram na rua de bicicleta. Em seguida a dupla voltou, perguntando se o grupo falava deles. Os garotos disseram apenas estar conversando alto e receberam voz de assalto. Eles foram obrigados a deitar no chão e receberam chutes e coronhadas, para entregar os tênis e outros objetos.

A poucos metros de lá, quase na esquina com a Rua Coronel Domingos de Freitas, outros dois adolescentes de skate foram intimidados pelos marginais. Humberto Fernandes, 17 anos, tentou fugir ao ver o revólver, enquanto seu amigo deitava no chão. Três tiros foram efetuados em direção ao jovem que fugia e um deles o atingiu no braço.

Linchamento

Foram esses tiros que alertaram Joise. Quando chegou na calçada e percebeu o que acontecia, ajudou as vítimas do assalto a segurar o menino de 14 anos. Por isso foi baleado. Enquanto o homem agonizava no asfalto e o bandido de 16 anos corria, moradores locais saíram de suas casas e, revoltados com o crime, surraram o garoto assaltante. A surra só terminou com a chegada dos policiais militares do 13.º Batalhão.

Os PMs também detiveram o assassino, pouco depois. "Os dois deverão ser reconhecidos por testemunhas na Delegacia do Adolescente. A arma utilizada também será levada à delegacia", disse o cabo Edevaldo, da Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam), do 13.º BPM.

Joise trabalhava como porteiro e tinha três filhos.