A mulher que confessou ter assassinado o filho de seu ex-amásio, o garoto Paulo Henrique Rocha, de 11 anos, na noite de terça-feira, continua isolada das demais detentas em uma cela da delegacia de Quatro Barras (presídio para mulheres que cometem crimes na Região Metropolitana). De acordo com o delegado Erineu Portes, a doméstica Vera Alícia Aparecida de Jesus, 41 anos, está bastante depressiva, não se alimenta, não toma água nem tem ido ao banheiro. “Provavelmente ela está com sérios distúrbios emocionais”, suspeita o policial.

Quando chegou na carceragem, na quarta-feira, ela foi recebida a bofetadas pelas demais presas. As mulheres revoltaram-se com a crueldade que ela praticou contra o menino e não pouparam forças para feri-la. A briga teve que ser separada pelo delegado, que a encaminhou ao Hospital Angelina Caron, em Campina Grande do Sul, onde foi medicada, e logo retornou ao xadrez.

Vera está aguardando remoção para a Penitencia Feminina, em Piraquara. A transferência deve acontecer ainda neste fim de semana, conforme pedido feito pelo delegado.

Crime

O corpo do filho do viúvo Tiago Poleto Rocha, ex-amásio de Vera, foi encontrado terça-feira à noite, enterrado no quintal da casa da mulher, na Rua São João, Jardim Monte Santo, em Almirante Tamandaré.

A polícia apurou que, na tarde de segunda-feira, Vera saiu de casa e foi até a escola onde Paulo estudava, no Uberaba. Lá, ela o convenceu a ir até Almirante Tamandaré, dizendo que iriam buscar um presente, que seria dado no aniversário da avó dele. Segundo o interrogatório da acusada, quando estavam na casa dela, eles teriam se desentendido e, nervosa, Vera matou Paulo Henrique com uma facada na garganta e enterrou o corpo no quintal. Ela teria dito ao delegado que o crime foi “um acidente”, pois só pretendia usar o garoto para forçar o ex-companheiro a lhe pagar um dinheiro que ele supostamente lhe devia.