Um crime cercado de mistérios aconteceu na manhã desta sexta-feira (29), num Armazém da Família, na Rua Guaçuí, no Osternak, em Curitiba. Homens armados pararam em frente ao local, onde trabalhavam dois guardas municipais, e foram direto em um dos GMs, que foi baleado. Na saída, ainda balearam um homem que presta serviços para o armazém. Ele morreu no período da tarde no hospital.

O crime aconteceu por volta das 9h, próximo ao horário de início do atendimento aos clientes do Armazém da Família. Segundo a Prefeitura de Curitiba, o GM Ederson Alves, de 36 anos, trabalhava do lado de fora do local, quando os homens desceram de um Voyage branco e começaram a atirar.

Primeira arma foi apreendida ao lado do Armazém
da Família. Foto: Gerson Klaina.

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Antes de fugirem, os atiradores ainda acertaram Dirceu, um homem de aproximadamente 60 anos, que faz frete para os clientes do Armazém.

Os dois foram socorridos às pressas pelo Siate. O GM foi encaminhado ao Hospital Evangélico e o fretista ao Hospital do Trabalhador. O guarda não corre risco de morte, porém, o fretista morreu na tarde desta sexta-feira (29). Uma garrucha, que teria sido usada pelos atiradores, foi abandonada próximo ao Armazém e foi apreendida.

Segundo a Polícia Militar, o carro usado pelos bandidos, que seriam pelo menos três, era um Voyage. O carro teria sido roubado na região nesta quinta-feira (28). O veículo foi encontrado em uma casa próximo ao Armazém da Família, onde houve um segundo confronto, envolvendo suspeitos, policiais e guardas municipais.

Rapaz morreu em confronto com os policiais no mato. Foto: Gerson Klaina.

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Confronto fatal

Depois do segundo confronto, os bandidos fugiram por um matagal e, mais à frente, no final da Rua Orphélia Sette Beraldin, houve uma terceira e intensa troca de tiros entre policiais militares e guardas municipais, quando um rapaz acabou morto. Neste mesmo local, aconteceram pelo menos outros dois confrontos entre suspeitos e equipes policiais.

Com o suspeito morto, que teria atirado várias vezes contra as equipes, foram encontradas duas pistolas calibre 380 e um revólver calibre 32. “Os outros dois suspeitos fugiram pelo mato e não foram encontrados”, disse o capitão Machado, do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope).

Dúvidas sobre o motivo

O inspetor Odgar, da GM, afirmou que não é possível dizer qual era a intenção dos bandidos, no ataque ao Armazém da Família. Isso porque os atiradores não levaram nada, não falaram nada, apenas chegaram atirando. “Ainda não sabemos se era uma tentativa de assalto, se foram para executar o GM, mas o que sabemos é que eles queriam o guarda”, disse. 

“Estamos em alerta”, disse inspetorr da GM.
Foto: Gerson Klaina.

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A principal dúvida no local era se o ataque poderia ter relação com as mortes dos policiais, que tomaram conta dos noticiários neste mês. Sobre essa questão, o inspetor apenas disse que ainda é cedo para afirmar, mas é importante ter cuidado. “Não sabemos. Não podemos levantar hipóteses, porque infelizmente não temos essa informação. É preocupante, estamos atentos. A Polícia Militar já nos passou a orientação de termos atenção, mas apenas temos que manter o alerta”. 

Além das equipes da PM e da GM, policiais civis de várias delegacias especializadas, como Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) e Delegacia de Furtos e Roubos (DFR) estiveram no local. 

A intenção da polícia é descobrir qual seria o foco dos atiradores e encontrar os outros suspeitos do crime. Peritos do Instituto de Criminalística e também do Instituto de Identificação coletaram o máximo de vestígios deixados pelos bandidos, para ajudar no trabalho de investigação. 

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