Árbitro dá nova versão para atentado

Vinte dias depois, o caso do esfaqueamento do árbitro de futebol José Francisco de Oliveira começa a tomar novos rumos. A vítima, que inicialmente atribuiu a um assalto o golpe que lhe rendeu 12 pontos na barriga, no dia 15 de março, revelou à polícia que envolveu-se numa briga em um restaurante. Os dois acusados serão chamados para depor no 9.º Distrito Policial (Santa Quitéria).

O árbitro, conhecido como "Cidão" no meio futebolístico, ganhou notoriedade por ter validado um gol em favor do Atlético contra o Império do Futebol, pelo Campeonato Paranaense de 2005, num lance em que a bola não entrou. Depois de passar alguns dias internado por causa da facada, o árbitro compareceu na última sexta-feira no 9.º DP, para prestar queixa. No depoimento oficial, "Cidão" afirma que ele e outros árbitros que o acompanhavam discutiram com um grupo de homens em um restaurante de comida mexicana, no Campo Comprido.

Na saída, houve briga generalizada, e ali Antônio levou o golpe. Outros dois árbitros ficaram feridos: Leomir de França Cuque recebeu uma facada na perna e Marcos Tadeu da Silva Mafra levou dois socos na cabeça. No dia seguinte ao episódio, "Cidão" disse à imprensa que levou o golpe ao lutar com dois homens que tentaram roubar seu carro.

Os dois autores das facadas são funcionários do Ibama. Dependendo do laudo médico que detalham os ferimentos das vítimas, os acusados podem ser indiciados por lesão corporal grave ou simples. O primeiro caso é passível de prisão e o segundo normalmente resulta em pena alternativa, como prestação de serviços.

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