Nesta quinta-feira (26), dia em que foi aprovado apela Câmara Federal o projeto de lei que torna crime hediondo e homicídio qualificado assassinar policial, o soldado Renal Santos Alves, do 23º Batalhão, baleado em fevereiro, morreu no Hospital Evangélico, onde estava internado desde o dia do crime.

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O soldado Alves, como era chamado, levou um tiro no pescoço quando estava quase em frente à agência do Banco do Brasil, na Rua Rockefeller, entre as ruas Engenheiros Rebouças e Brasílio Itiberê, Rebouças. Ele seguia pela calçada rumo ao banco, quando foi atingido pelo disparo.

No dia do crime, testemunhas disseram que o atirador tentou abordar o soldado e houve luta corporal entre eles, então o PM foi baleado. Entretanto, outras pessoas disseram que o bandido simplesmente passou atirando na direção do policial, que estava de folga.

Uma pistola 9 milímetros foi abandonada no local e a polícia suspeita que seja do atirador. O assassino foi visto fugir em uma motocicleta CG preta. Ele era alto, corpulento e vestia um colete verde, de acordo com o depoimento de moradores da região. As investigações do crime estão com a Delegacia de Furtos e Roubos (DFR). 

Alves ficou mais de um mês internado. (Foto: Reprodução)
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Reconhecido

Apesar da gravidade do ferimento, Alves estava consciente quando os socorristas e médicos chegaram. Mesmo abalado, segundo colegas, ele disse ter reconhecido o atirador. Seria um marginal da Vila Nossa Senhora da Luz, na Cidade Industrial, região em que o policial trabalhava.

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Dezenas de viaturas da PM e algumas da Polícia Civil foram até o local e a quadra ficou isolada de esquina a esquina até por volta do meio-dia. Apenas moradores da região e clientes da agência bancária podiam passar. Os policiais pediram imagens das câmeras de segurança do banco e de prédios próximos para tentar identificar o atirador.

Lei

O projeto de lei que torna crime hediondo e homicídio qualificado assassinar policial, bombeiro militar, integrantes das Forças Armadas, Força de Segurança Nacional e agentes penitenciários, quando estiverem em serviço, foi aprovado nesta quinta-feira (26) pela Câmara. Com a aprovação foram feitas modificações pelos deputados, e o projeto, originário do Senado, retorna aos senadores para nova apreciação.

O projeto aprovado altera o Código Penal e a Lei de Crimes Hediondos. Depois de revisado pelos senadores, a lei vai estabelecer que a lesão corporal cometida contra agentes de segurança em serviço e até mesmo seus parentes, será aumentada de um terço a dois terços.

Atualmente, a Justiça entende como crimes hediondos o genocídio, a tortura, o estupro, o latrocínio, o sequestro, entre outros. Esses delitos não têm direito ao indulto, anistia ou graça e não podem ser objetos de fiança. 

Luto

A Polícia Militar do Paraná (PMPR) decretou luto oficial de três dias, a contar de hoje (27), pela morte do soldado.