Chuniti Kawamura
Carmen, triste comemoração
de 40 anos.

A festa surpresa para comemorar os 40 anos de Carmen Lúcia Lobato Miranda acabou no 3.º Distrito Policial (Mercês). Ela acusa policiais militares de terem espancado sua filha e tentado asfixiar outra. Já os policiais desmentem as agressões.

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Os soldados Elias e Coelho, do 12.º Batalhão da PM, foram chamados para atender à ocorrência de perturbação do sossego por volta das 5h de domingo. Segundo contou Elias, que teve a calça rasgada na confusão, eles pediram para que o som fosse abaixado e houve resistência. "Fomos acuados em um canto e demos um tiro para cima para dispersar o tumulto", relatou Elias.

O policial disse que uma das filhas de Carmen passou mal e foi socorrida pela viatura e outra teria caído da escada e levada ao hospital pelo Siate. De acordo com ele, duas viaturas foram apedrejadas, e Paulino Vieira de Souza, 29 anos, teria incitado os outros freqüentadores a agredir os policiais. Além dele, Marciano de Oliveira, 21, Fernanda Cristina Soares do Espírito Santo, 18, e Luciana Lobato Miranda, 22, foram levados ao distrito.

Carmen relatou outra história. Disse que os policiais pediram para desligar o som, mas a filha dela disse que estavam esperando a mensagem de feliz aniversário e que só abaixaria o volume. "Eles começaram a bater nas mulheres e nos homens; um deles sacou o revólver e deu um tiro para cima. Ficamos preocupados que tivesse atingido as crianças que jogavam videogame no piso de cima do sobrado", disse.

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A mulher acusou os policiais de terem quebrado móveis e aparelhos de sua casa. Segundo ela, sua filha Daniele, 17 anos, está no Hospital Evangélico devido à agressão sofrida. "Tiramos fotos deles agredindo a gente", completou.

O caso foi levado ao 3.º Distrito e as acusações contra os policiais serão remetidas ao comando do 12.º Batalhão, que adotará o procedimento adequado, de acordo com as investigações.

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