Andarilho morto no terreno baldio

Em um terreno baldio, usado por andarilhos, na Rua Professor Orlando Alves Chase, Portão, um deles foi encontrado morto, às 20h30 de ontem. Segundo seus companheiros, que mostravam sinais de embriaguez, ele era conhecido por “Cigano” e tinha cerca de 45 anos. A perita da Polícia Científica não constatou nenhuma lesão no corpo, o que confere com o relato dos ocupantes do terreno, que contaram que o homem não comia há três dias. “Como ele ficou no sofá, morreu”, disse uma mulher.

A morte de “Cigano” põe à mostra a situação precária de subsistência de muitos andarilhos da cidade, que utilizam terrenos baldios como morada, chegando até a colocar móveis no meio da capoeira. O problema afeta os vizinhos desses terrenos, que se vêem intimidados pela presença constante de andarilhos pedintes nas redondezas.

Perigos

Uma moradora daquela rua denunciou que o terreno onde “Cigano” morreu é tomado por várias pessoas que se reúnem para beber cachaça e cheirar cola. “Tem dias em que há 10 pessoas, em outros até 20, inclusive crianças que fumam e cheiram tíner”, relatou. Segundo ela, o problema se arrasta há dois anos. “Já reclamamos na Prefeitura. Foi colocada uma grade, mas o proprietário do local fez uma abertura para que eles entrassem”, disse. A polícia é chamada algumas vezes, mas depois que os policiais retiram os andarilhos de lá, eles retornam, conforme afirmaram os moradores. A bagunça e os constantes pedidos de esmolas, seguidos por xingamentos quando negadas, são as principais reclamações da vizinhança, que relatou, também, casos de furtos em suas residências. “Tem também o risco de doenças, como a dengue”, teme uma mulher.

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