Enquanto a Polícia Civil continua investigando a morte de Renata Muggiati, 32 anos, que aconteceu na madrugada deste sábado (12), no centro de Curitiba, a população demonstra estar revoltada. Para o próximo sábado (19), está prevista uma caminhada contra a violência doméstica.

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Para chamar as pessoas para participar da caminhada, foi criado um evento através do Facebook. O dia foi escolhido por ser a missa de sétimo dia de Renata.

Evento será neste sábado (19). Foto: Facebook.

Depois da missa, que será celebrada na Igreja dos Passarinhos, no Bigorrilho, as pessoas prometem sair em caminhada em defesa de Renata, que teria sofrido agressões do então namorado, o médico Raphael Suss. A caminhada será feita até a Praça da Espanha, um trajeto de pouco mais de um quilômetro.

Investigações

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Nesta quarta-feira (16), a assessoria de imprensa da Polícia Civil informou que existem relatos de que o relacionamento de Renata com o médico era conturbado e que ela chegou a entrar em contato com um advogado pedindo ajuda. Renata teria enviado fotos das supostas agressões ao advogado Claudio Dalledone Junior.

Ainda nesta quarta, o companheiro de Renata prestou depoimento na Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Segundo o advogado Arlindo Fernandes Junior, que representa o médico, o esclarecimento foi espontâneo.

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O advogado disse que o médico está colaborando com as investigações, com fotos e testemunhas, para provar que o casal tinha um bom relacionamento e que não houve agressões por parte do companheiro. O namorado chegou a divulgar uma foto de Renata na janela do apartamento e negou a hipótese de crime.

Segundo o advogado de Raphael, a personal trainer se jogou do prédio. “Não existe omissão de socorro, homicídio, negligência ou prescrição de medicamento errôneo. Não tem nada a ser apurado”, comentou Arlindo.

A polícia pediu novos exames nesta semana, para saber que medicamentos e produtos eram usados pela mulher. Conforme a nota, a Delegacia de Repressão à Saúde (Decrisa) está auxiliando a DHPP na análise das medicações usadas por Renata. “A polícia não descarta que as ações do companheiro possam ser enquadradas criminalmente, após análises do conjuntos de informações colhidas no inquérito policial”, finaliza a nota da DHPP.

Foto que teria sido tirada pelo namorado de Renata. 

Polêmica

O programa Tribuna da Massa levou, também nesta quarta-feira (16), a irmã de Renata e também o advogado que teria recebido as fotos e o pedido de ajuda da mulher. Durante a entrevista, a irmã de Renata, Tina Gabriel, disse que não conhecia o cunhado porque estava distanciada da irmã.

“Mas eu acompanhava as postagens, fotos dela pelo Facebook, e via que era uma Renata quando começou a namorar ele, e outra depois, quando estava com ele”. Tina chegou a dizer que conhece uma ex-namorada de Raphael, que relata ter sofrido grandes pressões psicológicas.

Para a irmã de Renata, a personal foi torturada, anulada e estava em depressão – como diz a defesa de Raphael – por causa do namorado. “Ele disse que n&at,ilde;o teve tempo de salvá-la, mas teve tempo de tirar uma foto dela na janela?”, questionou.

Tina chegou a dizer que não foi avisada da morte da irmã pelo atual namorado dela, mas sim pelo ex-namorado de Renata, que ela teve um relacionamento de quase nove anos. Segundo a irmã da mulher, no relacionamento anterior ela não teria tido depressão e nem problemas como o que estão sendo relatados agora.

Foto: Reprodução/Facebook.