Uma ligação anônima para a Infraero, em Brasília, colocou em polvorosa os aeroportos de Curitiba e de Foz do Iguaçu, com a ameaça de uma bomba no vôo que iria ontem à tarde para Capital Federal. Depois de revistas a bagagens e os passageiros, foi comprovado o trote e a aeronave foi liberada de Foz com três horas e quarenta minutos de atraso. Entre os 150 passageiros, estariam o diretor da Itaipu-Binacional, Jorge Samek, uma juíza e o delegado da 6.ª Subdivisão Policial, em Foz, José Roberto Jordão.

O superintendente do aeroporto de Foz do Iguaçu, Sérgio Luiz Canez, explicou que todos os procedimentos foram adotados, com a participação de várias entidades que são acionadas nestes casos. "A bagagem de todos os passageiros foi revistada e nada foi encontrado. Foi uma medida preventiva", afirmou. Segundo ele, esta foi a primeira situação de ameaça de bomba em um vôo daquele aeroporto nos últimos anos.

Em Curitiba, também foram revistadas as malas e caixas que eram transportadas na aeronave. O primeiro procedimento adotado pela Polícia Federal foi passar todo o material pelo aparelho de raio-X. Uma caixa levantou suspeita, mas dentro dela foi localizada apenas uma bicicleta. O avião, que sairia de Foz às 16h, só decolou às 19h40.

Cocaína

No dia anterior, outra situação alarmou a segurança do aeroporto de Foz do Iguaçu. Uma bolsa com 4,2 quilos de cocaína foi deixada nas dependências do aeroporto por um homem, ainda não identificado. Porém, existe imagens dessa pessoa, que está sendo procurada pela polícia.