Vizinhos acharam o corpo de Celso na cama.

Vizinhos estranharam ao ver abertas as portas e janelas do casebre do vendedor de algodão-doce Celso Blausius, 42 anos. Resolveram bisbilhotar e encontraram o homem morto ao lado da cama, com algumas escoriações, às 10h de ontem, na Rua Leonardo Klein, Jardim Bonfim, Almirante Tamandaré.

As lesões nas pernas e na cabeça da vítima levaram o cabo Jonas e o soldado Claro, do 17.º Batalhão da PM, a suspeitar de assassinato. “Quando bebia, provocava qualquer um na rua. Volta e meia apanhava”, disse a madrasta Ilza dos Anjos, supondo que Celso tivesse levado uma surra fora e morrido dentro de casa. Segundo ela, o ambulante morava sozinho e tinha histórico de alcoolismo e epilepsia. “Era difícil vê-lo são”, conta.

Mas a hipótese de homicídio ganhou menos força com a análise do perito Victório Librelon, da Polícia Científica. “As lesões devem ser originárias de quedas”, acredita. Para Librelon, Celso foi vítima de complicações orgânicas decorrentes do alcoolismo. Vizinhos contaram ainda ter ouvido gemidos na casa de Celso desde a manhã de quarta-feira. A causa da morte, porém, só será determinada com o exame de necropsia do Instituto Médico Legal.