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Água Verde é o bairro com mais furto e roubo de veículos

O bairro de Curitiba campeão de furtos e roubos de veículos, por cinco anos consecutivos, é o Água Verde. Ele responde por boa parte dos cerca de 25 veículos levados por ladrões diariamente, na capital. Por causa disto, quem mora ou apenas transita pela região, além de conviver com a insegurança, tem que desembolsar uma grana a mais com seguros, bem mais do que pessoas que moram ou trabalham em outros bairros.

Segundo o delegado Cassiano Aufiero, da Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos, o Água Verde leva esta fama porque muitos prédios residenciais antigos só possuem uma vaga de estacionamento, e as famílias atualmente têm mais de um carro. Por isso se obrigam a estacionar na rua. Hoje os prédios novos já acompanham o crescimento da frota familiar.

A polícia mapeou, de janeiro a outubro do ano passado, as ruas com maior incidência de crimes no bairro: em primeiro lugar, a Avenida Iguaçu, com 76 casos; segundo lugar, Avenida Silva Jardim, com 38 casos; e terceiro lugar, a Avenida Getúlio Vargas, com 27 casos.

A reportagem da Tribuna foi até as três ruas conversar com moradores e comerciantes da região. O comerciante Pedro Luis Frasson, 55, dono de uma loja de móveis planejados na Avenida Getúlio Vargas, contou que teve seu carro roubado há seis meses. “Fora o carro, já tive minha loja invadida várias vezes”, desabafa. Jaqueline Bueno, 48, teve seu carro arrombado, com seu som e GPS levados pelos bandidos. “Foi um prejuízo e tanto”, lembra.

O aposentado Edgar Gomes, 75 anos, teve seu carro furtado segunda-feira, na Avenida Getúlio Vargas. Ele estacionou seu Palio na esquina das Ruas Brigadeiro Franco e Lamenha Lins para fazer um serviço e, quando voltou, após uma hora, o carro não estava mais lá. O carro tinha alarme e seguro, mas ninguém viu nada.

O dono de um estacionamento na Avenida Silva Jardim contou que ouve comentários de motoristas que não ousam deixar seus veículos na rua, tanto por medo quanto pelas limitações de vagas na rua. Só na quadra do estacionamento, quatro foram roubados este ano. Por causa disto, Priscila Melo, 31, mãe de uma criança de três anos, diz que prefere “a comodidade do estacionamento”.

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