Foto: Valquir Aureliano

Flagra do momento da agressão.

Flagrado pelas câmaras fotográficas agredindo o jornalista Cahuê Miranda, em 28 de outubro do ano passado, durante a final da partida Atlético e Paraná, o soldado Robson Luiz dos Anjos Nascimento teve o processo disciplinar e o inquérito policial arquivados por falta de provas.

A decisão foi do promotor Misael Duarte Pimenta Neto e do juiz Daniel Ribeiro Surdi de Avelar, da Auditoria Militar, e não cabe recurso. Este é o quarto processo em que o mesmo policial era acusado de lesão corporal, que foi arquivado.

O advogado de Cahuê, Gustavo Scandelari, acredita que faltou analisar as provas contidas no processo. ?Tanto o jornalista como as quatro testemunhas deram a mesma versão dos fatos, diferente da versão única do soldado?, explicou o defensor. Scandelari solicitou a abertura de inquérito contra o soldado Robson, por lesão corporal, injúria e abuso de autoridade.

Na visão do promotor Misael, o soldado apenas tentou restabelecer a ordem. ?A análise foi feita com base no que está nos autos. O soldado agiu no estrito cumprimento do dever legal, ou até mesmo em legítima defesa?, explicou o promotor.

Scandelari lembra que, na ocasião, o jornalista segurava um bloco de anotações em uma das mãos e em outra um notebook, o que impossibilitaria qualquer reação. Ele conta que além do inquérito movido pelo jornalista, o soldado já respondeu outros procedimentos semelhantes. O soldado Robson ainda prendeu o jornalista por desacato à autoridade, depois de ofendê-lo, e ingressou com uma ação criminal, que tramita no Juizado Especial.