Atendendo o pedido da defesa, a Justiça absolveu Eder de Souza Conde, 27 anos, e libertou Luís da Silva Pinto, 25, o “Verê”, que foram presos preventivamente. Eder foi acusado de ser o mandante de um homicídio e “Verê” de associação com o tráfico de drogas. Segundo a polícia, os dois seriam traficantes na Vila Nossa Senhora da Luz, sendo que Eder seria o “patrão” e “Verê” o gerente do tráfico.

Eder teve seu pedido de prisão decretado sobre a acusação de ser o mandante do assassinato de Roberson Carlos Santos, mais conhecido como “Juruna”, ocorrido no dia 1.º de maio de 2000, na Cidade Industrial. Na época, um menor se apresentou à polícia e confessou ser o autor do crime. Quase três anos depois a polícia solicitou e a Justiça concedeu o mandado de prisão de Eder que, de acordo com o inquérito, seria o mandante da morte. No início deste mês, Eder foi colocado em liberdade pelo juiz da 6.ª Vara Criminal, Orestes Dilay, que entendeu que a acusação era infundada.

“Verê”, que foi preso por policiais da Divisão de Narcóticos (Dinarc), sob a acusação de envolvimento com o tráfico de drogas, foi solto após o desembargador Moacir Guimarães, do Tribunal de Justiça, conceder habeas corpus.

Indenização

O advogado Peter Amaro de Souza informou que estuda a possibilidade de entrar com um pedido de indenização contra o Estado, já que seus clientes ficaram presos durante dois meses e meio e nada foi provado contra eles, que perante a Justiça foram considerados inocentes. “A família deles tem receio que inventem novas mentiras, para mostrarem serviço, já que no Paraná não são obedecidos os princípios legais de presunção de inocência. Todos são inocentes até que se prove o contrário”, enfatizou o defensor. “O Paraná vive na época da inquisição, quando pessoas eram presas por simples suspeitas. Denúncias anônimas não são motivos para prender ninguém. Quem acusa tem que provar”, acrescentou Peter.