Waldir Pires defende Aeronáutica na investigação de acidente

O ministro da Defesa, Waldir Pires, contestou hoje as críticas feitas pela imprensa dos Estados Unidos às investigações da Aeronáutica brasileira sobre as causas do acidente em que 154 pessoas morreram na queda de um Boeing da Gol na selva amazônica. As investigações estão sendo feitas "com absoluto rigor e cuidado, até porque isso é fundamental para a definição das causas do acidente", ele afirmou após cerimônia de cremação do corpo de um oficial do Exército morto no desastre, o coronel Leonardo Ramalho.

O ministro disse que o conteúdo das caixas-pretas do Boeing será divulgado assim que for decodificado pela Organização Internacional de Aviação Civil, no Canadá. As caixas-pretas foram enviadas à organização pelas autoridades aeronáuticas brasileiras. Além dos parentes do coronel, Waldir Pires cumprimentou os de outras duas vítimas do desastre, que também foram cremadas: Luiz Antonio Pereira de Carvalho e Andréa Kowalski.

O ministro voltou a afirmar que o piloto do jato Legacy, Joe Lepore, foi "leviano ao afirmar categoricamente que teria de voar a 37.000 pés" entre Brasília e Manaus. Pires lembrou que é obrigação de todo piloto obedecer ao plano de vôo pré-estabelecido e disse que Lepore deveria ter mudado duas vezes a altura em que voava o jato, a última delas no "ponto Teres" – uma referência universal constante da Carta de Navegação Aérea

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