A família do motorista Reinaldo Aparecido Leite, que dirigia a van engolida pela cratera que se abriu nas obras da futura Estação Pinheiros do Metrô de São Paulo, em 12 de janeiro, voltou a recusar o valor oferecido pelo Consórcio Via Amarela, responsável pela obra, para indenização por danos morais e materiais.
Em reunião ontem na Secretaria de Justiça, a proposta para danos morais foi recusada. ?Aumentaram um pouco, mas ainda é uma vergonha, não vou aceitar nunca?, afirmou Ezilene Gomes Dourado, viúva do motorista.
Ezilene e os pais de Reinaldo, José David Leite e Augusta Carmo Leite, entregaram ontem, nas mãos do governador José Serra (PSDB), uma carta de protesto pela negociação das indenizações. Serra disse não ter lido o documento, mas prometeu encaminhar diretamente para o secretário de Justiça, Luiz Antonio Marrey.
?Às vezes ocorrem esses problemas porque a família não procura a Defensoria Pública e contrata advogado particular. As indenizações estão saindo com uma rapidez incomum para os padrões brasileiros?, disse o governador.
Na carta, os familiares se dizem ?vítimas do poder financeiro que o Consórcio Via Amarela exerce?.


