Violência aumenta em Bagdá, admite militar americano

A ação conjunta dos Exércitos do Iraque e dos Estados Unidos para diminuir a violência em Bagdá, iniciada há dois meses, não atingiu "as expectativas", admitiu hoje um porta-voz militar americano. Segundo ele, os ataques na capital aumentaram em 22% nas primeiras três semanas do Ramadã, o mês sagrado dos muçulmanos.

O porta-voz classificou o aumento do derramamento de sangue no mês sagrado islâmico como "desanimador" e afirmou que os militares americanos estão reavaliando suas estratégias para frear a violência no país. As declarações, dadas pelo porta-voz do Exército americano, William B. Caldwell, vêm no momento em que carros-bomba, morteiros e tiroteios deixaram 58 mortos e 140 feridos hoje em todo o país. Entre os mortos está um comandante da polícia da província de Anbar, que foi assassinado a tiros por homens que invadiram sua casa em Ramadi.

Os militares americanos também anunciaram hoje a morte de dois soldados dos EUA em combate ontem, elevando o número de americanos mortos em outubro para 73. O mês caminha para se tornar um dos mais sangrentos para tropas americanas nos últimos dois anos. Cladwell explicou que o plano iraquiano/americano para sanar a violência na capital do Iraque não trouxe os resultados esperados, com um crescimento de 22% nos ataques em Bagdá nas primeiras três semanas do mês sagrado do Ramadã.

"Em Bagdá, a Operação Juntos e Adiante fez diferença nas áreas focadas, mas não foi de encontro à expectativa de provocar uma redução sustentável no nível de violência", disse Caldwell. Ele se referia a ampliação da segurança, que começou em 7 de agosto com a introdução de mais 12 mil soldados americanos e iraquianos em Bagdá.

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