O secretário de Estado da Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari, encerrou a megaoperação de "varredura" na Vila das Torres, em Curitiba, nesta quinta-feira (03), e anunciou a continuidade do policiamento especial e reforçado no local. "Este é o início de um trabalho de transformação na filosofia de se fazer segurança pública. As polícias restabelecem a ordem para que o Estado possa implantar projetos sociais que revitalizem o local e devolvam a cidadania para os moradores", disse o secretário.

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Delazari, ao lado do delegado-geral da Policia Civil do Paraná, Jorge Azôr Pinto, do subcomandante da Polícia Militar, coronel José Paulo Betes, dos coordenadores da megaoperação, delegado Marcus Vinícius Michelotto e coronel Sílvio Santos de Moraes Sarmento, e do chefe da Delegacia Regional do Trabalho, Geraldo Serathiuk, apresentou os números finais da ação policial. Ele explicou também que a partir de agora, os parceiros responsáveis pelos projetos sociais começam a atuar no local.

Oportunidades

"Vamos oferecer mais dignidade aos moradores desta vila. Já estamos começando a trazer dezenas de projetos sociais para o local com o objetivo de melhorar as oportunidades destes moradores", comentou o delegado Geraldo Serathiuk da DRT. Pelo menos nos próximos quinze dias, 100 homens da Polícia Militar do Paraná, equipes da Polícia Civil e a delegacia móvel permanecerão na Vila das Torres.

O policiamento será feito com motocicletas, cavalos, a pé e com as viaturas. "A população pode se acostumar com a tranqüilidade e queremos que passe a ver a polícia como sua aliada e não inimiga", disse o delegado-geral da Polícia Civil, Jorge Azôr Pinto. Para o subcomandante da PM, coronel Betes, a megaoperação teve o caráter importante e essencial da prevenção. "Estamos aqui e a população agora sabe que pode caminhar tranqüilamente pelas ruas", disse.

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Ao todo, durante os três dias de operação, mais de 3,7 mil pessoas foram abordadas na Vila das Torres. Isso representa praticamente 80% da população local, estimada em 5 mil moradores. "Fizemos uma verdadeira varredura no local", disse Michelotto. De acordo com o relatório final da operação, 893 veículos, 71 motos e 51 estabelecimentos comerciais foram vistoriados. Seis carros foram apreendidos e 33 estabelecimentos comerciais foram notificados. Sete mandados de prisão foram cumpridos e outras 30 pessoas foram detidas. Além disso, quatro armas de fogo foram apreendidas, 86 relógios foram recuperados e 40 bolsas com documentos, celulares e ainda outras 20 carteiras foram encontradas em uma casa.

No final da coletiva o prefeito de Curitiba, Beto Richa se encontrou com Delazari e elogiou a ação realizada pelo Estado. O secretário aproveitou o momento para cobrar a parceria nas ações que podem e devem revitalizar a área.

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Efetivo

Para o primeiro dia de intervenção na Vila das Torres, mais de 700 policiais civis e militares foram deslocados. Dois helicópteros sobrevoaram a área e mais de duzentas viaturas, cavalos, motos e cães farejadores foram usados para o patrulhamento. Desde então, uma delegacia móvel está na vila para atender as ocorrências, fazer a triagem dos detidos e atender à população. Na terça e quarta-feira, o número de policiais oscilou entre 250 e 300 homens que fizeram o patrulhamento no local. "Foi uma operação gigantesca em todos os aspectos. Pela quantidade do efetivo e do aparato policial empregado além do número de pessoas, veículos e comércios revistados, com dezenas de prisões e apreensões importantes", disse o coronel Sarmento.